đ„ ESCĂNDALO EM TAMANDARĂ: GOVERNO RAQUEL LYRA LEILOA IMĂVEIS DE MORADORES SEM ORDEM JUDICIAL
Deputado Coronel Meira denuncia ação arbitråria contra pequenos comerciantes em årea nobre do litoral de Pernambuco
Uma denĂșncia grave feita pelo deputado federal Coronel Meira estĂĄ causando indignação em Pernambuco. Segundo o parlamentar, o governo Raquel Lyra estĂĄ colocando imĂłveis de moradores de TamandarĂ©, um dos destinos turĂsticos mais valorizados do estado, em leilĂŁo sem ordem judicial e sem diĂĄlogo prĂ©vio com os proprietĂĄrios.
A justificativa apresentada pela gestão estadual seria de que, na Avenida José Bezerra Sobrinho, principal via da cidade, não é permitido manter atividades comerciais. No entanto, os moradores afirmam que suas escrituras permitem pequenos comércios mistos, o que derruba a legalidade da decisão.
Pior: os donos dos imĂłveis estariam sendo pressionados a pagar 5% do valor do imĂłvel como “taxa de regularização” e parcelar o restante atĂ© o fim do governo Raquel Lyra â como condição para nĂŁo perderem suas propriedades. Uma espĂ©cie de “acordo forçado” em troca do prĂłprio direito Ă moradia e ao sustento.
âĂ um verdadeiro sequestro institucional. Ou pagam o que o governo exige, ou perdem tudo o que construĂramâ, disse Meira.
Ainda de acordo com o deputado, os prazos para pagamento variam sem qualquer critĂ©rio claro: alguns moradores tiveram apenas uma semana para levantar os valores exigidos, enquanto outros receberam mais tempo â um indĂcio de falta de isonomia no processo.
O leilĂŁo jĂĄ estĂĄ marcado para a prĂłxima sexta-feira (11), e muitos moradores afirmam que sĂł agora tomaram conhecimento da medida, pegando todos de surpresa.
âĂ uma violação sem precedentes do direito Ă propriedade privada. E pior: em uma das regiĂ”es mais valorizadas do estado. Quem vai se beneficiar disso?â, questiona Meira.
A denĂșncia levanta sĂ©rias dĂșvidas:
- Quem sĂŁo os reais interessados nesses imĂłveis?
- Por que a pressa na execução dos leilÔes?
- Por que tamanha arbitrariedade em pleno estado democrĂĄtico de direito?
Procurado, o governo de Pernambuco ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusaçÔes.