‘ELE BATIA, PEDIA DESCULPAS E ELA VOLTAVA’: FRANGISTA MORTA EM AGRESTINA JÁ TINHA MEDIDA PROTETIVA CONTRA O EX

A frentista Emiliane Veríssimo, de 28 anosassassinada a tiros em um posto de combustíveis na cidade de Agrestina, no Agreste de Pernambuco, havia denunciado o ex-companheiro, Flávio Coelho, de 38 anos, por violência doméstica e ameaças de morte.

Emiliane pediu medida protetiva de urgência contra Flávio, após relatar agressões físicas e ameaças. O suspeito foi encontrado morto dentro do carro usado no crime, horas depois do feminicídio.

Segundo uma parente da vítima, o relacionamento entre os dois era marcado por ciclos de violência e reconciliação.

“Ele batia nela, pedia desculpas e ela acabava voltando”, contou.

Os dois viveram juntos por cerca de seis anos e tiveram uma filha. O casal havia rompido o relacionamento há um mês, mas Flávio insistia em reatar. No boletim de ocorrência, Emiliane afirmou que o homem era ciumento, agressivo e que a ameaçava constantemente.

“Ele dizia que iria até o inferno atrás dela”, relatou a família.

Em uma das ocorrências, Emiliane contou à polícia que foi agredida com tapas no rosto, na frente da filha, depois de uma discussão. Ela conseguiu fugir e acionar a PM, mas o agressor se recusou a abrir a porta da casa aos policiais.

A mulher então foi levada à delegacia, onde pediu afastamento imediato do ex e acompanhamento da Patrulha Maria da Penha.

Conversas obtidas pela polícia mostram que, mesmo após a medida judicial, Flávio continuava fazendo ameaças por mensagens.

“Você vai me pagar por tudo. Eu juro por Deus, você acabou com a minha vida e eu vou acabar com a sua”, escreveu ele em um dos diálogos.

As mensagens foram trocadas dias antes do crime, em outubro, e revelam o crescimento das ameaças. Segundo familiares, Emiliane vivia com medo, mas acreditava que estava protegida pela medida judicial.

“Ela achava que estava segura, porque tinha denunciado. Mas, como tantas outras, foi morta por alguém que não aceitou o fim”, disse a parente.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Agrestina como feminicídio seguido de suicídio.


📞 COMO DENUNCIAR VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER:

  • Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (24h).
  • Ligue 190 – Polícia Militar (em flagrante).
  • Disque-Denúncia (81) 3719-4545 – Região do Agreste.
  • Ouvidoria da Mulher: 0800.281.8187.
  • Endereços das Delegacias da Mulher (DEAMs) estão disponíveis no site do TJPE.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *