💰 BRASIL EM CRISE: BOMBA-RELÓGIO FINANCEIRA NO COLO DE LULA

BRIGA EM BRASÍLIA, ROMBO NAS CONTAS: FAZENDA TENTA FECHAR R$ 30 BI ENQUANTO ESTADO PAGA R$ 20 BI EM SUPERSALÁRIOS

A escalada da crise política entre o governo Lula e a cúpula do Congresso tornou ainda mais difícil a missão do Ministério da Fazenda de fechar um buraco de R$ 30 bilhões no Orçamento de 2026. Em clima de animosidade aberta, propostas para elevar a arrecadação avançam lentamente, enquanto “pautas-bomba” e gastos explosivos – como supersalários e o socorro bilionário aos Correios – pressionam ainda mais as contas públicas.

A ausência dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na cerimônia de sanção da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, reforçou o desgaste com o Planalto. A medida foi aprovada por unanimidade nas duas Casas, mas nenhum dos chefes do Legislativo apareceu ao lado do presidente Lula.

No Senado, Alcolumbre esticou a corda ao se indispor com a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele tem patrocinado projetos com forte impacto fiscal, como a mudança na Previdência de agentes comunitários de saúde, e acelerado a votação de vetos presidenciais – incluindo trechos da lei que criou o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Na Câmara, Motta rompeu com o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), e trava embates desde a retirada de medidas da área econômica até a escolha de Guilherme Derrite (PL-SP) para relatar o projeto antifacção.

Em meio a esse cenário, a equipe de Fernando Haddad tenta aprovar duas peças centrais para encontrar os R$ 30 bilhões extras de 2026: o corte linear de 10% em benefícios fiscais, que pode render quase R$ 20 bilhões, e o aumento de tributação sobre casas de apostas on-line (bets) e fintechs. O primeiro texto avançou na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara e seguiu para a CCJ; o segundo está na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, mas enfrenta forte pressão dos setores afetados, mesmo com a proposta de escalonar os aumentos até 2028.

Ao mesmo tempo, o governo vê crescer o risco fiscal vindo das estatais, em especial dos Correios. A empresa acumula 12 trimestres consecutivos de prejuízo e registrou rombo de R$ 4,37 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025. Para fechar as contas, a estatal pediu um empréstimo de R$ 20 bilhões com aval do Tesouro – valor maior que qualquer garantia concedida pela União a Estados, municípios ou empresas públicas nos últimos 15 anos. Se os Correios não pagarem, a conta recai diretamente sobre o contribuinte.

A deterioração financeira dos Correios obrigou o governo a elevar a projeção de déficit das estatais de R$ 5,5 bilhões para R$ 9,2 bilhões em 2025, o que forçou uma compensação extra de R$ 3 bilhões no Orçamento do ano que vem. O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, admite que a situação é “grave e estrutural” e que o impacto em 2026 pode ser ainda maior, a depender da qualidade do plano de reestruturação da empresa.

Enquanto a área econômica tenta cortar benefícios e segurar gastos, um outro foco de pressão vem dos supersalários do funcionalismo. Estudo do Movimento Pessoas à Frente e da República.org mostra que o Brasil gasta R$ 20 bilhões ao ano com 53,5 mil servidores ativos e inativos recebendo acima do teto constitucional de R$ 46.366,19 – valor equivalente ao salário de ministro do STF. É o maior contingente entre 11 países analisados, à frente de Argentina e Estados Unidos.

Embora representem apenas 1,34% do total de servidores avaliados, esses funcionários concentram uma fatia desproporcional dos recursos. Cerca de 21 mil juízes respondem por R$ 11,5 bilhões desse gasto; outros 10,3 mil integrantes do Ministério Público recebem R$ 3,2 bilhões acima do teto; e 12,2 mil servidores do Executivo federal, em carreiras de elite como advogados da União e procuradores federais, somam mais R$ 4,33 bilhões.

Na prática, quase 8 em cada 10 juízes brasileiros ganham acima do teto quando se somam salários e penduricalhos, o que coloca 75% da magistratura entre o 1% mais rico do país. O estudo aponta que a proliferação de “verbas indenizatórias” – muitas vezes criadas por atos administrativos, sem debate público – virou uma “tecnologia brasileira” de produzir supersalários e driblar o limite constitucional.

Esse quadro alimenta a insatisfação com o serviço público e pressiona por mudanças. Pesquisa Atlas/República mostra que quase metade dos brasileiros está insatisfeita com a qualidade da gestão pública e que o combate a privilégios e supersalários é visto como prioridade na reforma administrativa em discussão na Câmara. A proposta, relatada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), tenta justamente limitar penduricalhos, impor um teto para verbas indenizatórias e tornar mais rígido o controle das remunerações acima do limite.

Na teoria, a combinação de corte de benefícios fiscais, aumento de tributos sobre setores específicos, revisão de gastos e freio em supersalários poderia abrir espaço para o ajuste das contas e reduzir o risco de novas “bombas fiscais” como o socorro aos Correios. Na prática, porém, tudo depende de um Congresso que hoje se move entre pautas de alto custo, embates com o STF, disputa por cargos e uma relação estremecida com o Planalto.

No momento em que o governo precisa de votos para fechar um buraco de R$ 30 bilhões em 2026, parte dos mesmos parlamentares que discutem anistia, supersalários e socorro às estatais decide se vai ajudar a equilibrar o Orçamento – ou ampliar ainda mais a fatura que, no fim, sempre recai sobre o contribuinte.

1. A FALTA DE R$ 30 BILHÕES NO ORÇAMENTO

“Congresso na guerra com Lula: senadores boicotam e governo não consegue encontrar R$ 30 bilhões que faltam para pagar contas em 2026”

O Problema Explicado:

O governo prometeu fechar as contas de 2026 com zero de déficit, mas está faltando R$ 30 bilhões para isso acontecer.

Onde procurar esse dinheiro?

  1. Cortar incentivos fiscais → arrecada R$ 20 bilhões
  2. Aumentar impostos em bets e fintechs → arrecada R$ 10 bilhões

Problema: O Congresso está de mau humor com Lula e pode não aprovar.

Por que o Congresso está bravo?

🔴 Pacheco e Alcolumbre (presidentes do Congresso) esperavam ser escolhidos para o STF

🔴 Lula escolheu Messias em vez deles

🔴 Agora estão boicotando as votações do governo

🔴 Criaram “pautas-bomba” para atrapalhar (como a reforma da previdência dos agentes de saúde)

O que significa isso?

Se não conseguir os R$ 30 bilhões, Lula terá que:

  • Cortar gastos (prejudica população)
  • Aumentar impostos (prejudica economia)
  • Deixar déficit maior (prejudica Brasil)

2. OS SUPERSALÁRIOS DO BRASIL

“Brasil tem 53 mil servidores ganhando ACIMA do teto e a conta é de R$ 20 BILHÕES por ano. Juízes ganham 6 vezes mais que Portugal”.

Números Que Chocam:

🤯 R$ 20 bilhões por ano com supersalários 🤯 53,5 mil servidores ganhando acima do permitido 🤯 79,9% dos juízes recebem além do teto 🤯 75% dos juízes estão entre o 1% mais rico do Brasil.

Como Isso Acontece?

O Brasil criou um “jeitinho especial” para isso:

❌ A lei diz que ninguém pode ganhar mais de R$ 46 mil (teto constitucional)

✅ MAS… se você é juiz, advogado público ou procurador, você recebe:

  • Adicional de moradia
  • Adicional de tempo de serviço
  • Adicional por funções especiais
  • Adicional de insalubridade
  • Vários outros “penduricalhos”

❌ Somando tudo isso, o salário passa do teto, mas “tecnicamente” está tudo certo

A Desigualdade Insana:

Alguns números para você entender:

  • Um juiz no Brasil ganha 6 vezes mais que um juiz de Portugal
  • Um juiz brasileira ganha 4 vezes mais que magistrados da Alemanha e França
  • Um juiz em início de carreira JÁ está entre os 2% mais ricos do Brasil
  • Um juiz no topo ganha US$ 400 mil por ano (R$ 2 milhões)

Enquanto isso:

😢 Mais de 50% dos servidores públicos ganham menos de R$ 3,3 mil por mês 😢 Professores ganham uma fração disso 😢 Enfermeiros ganham uma fração disso


3. REFORMA ADMINISTRATIVA: O QUE O BRASIL QUER

“Pesquisa mostra: 73% dos brasileiros querem FIM dos supersalários dos juízes. Reforma administrativa pode ser a solução”

O que a Pesquisa Mostrou?

Uma pesquisa com 2,2 mil brasileiros descobriu o que você pensa sobre o serviço público:

😞 Insatisfação com governo:

  • 27% insatisfeitos
  • 19% muito insatisfeitos
  • = 46% insatisfeitos no total

😞 Percepção sobre esforço:

  • 57,8% acham que servidores públicos se esforçam menos que privados

😞 Sobre números:

  • 51% acham que há MUITOS servidores

Mas tem esperança:

✅ 73,1% apoiam limitar supersalários ✅ 80,5% apoiam teto salarial para prefeitos ✅ 76,6% querem atos públicos digitais ✅ 70,8% apoiam avaliação de desempenho

O que é a Reforma Administrativa?

Um projeto que quer:

  1. Acabar com os “penduricalhos” que inflam os salários
  2. Limitar verbas indenizatórias (aqueles adicionais doidos)
  3. Mais transparência em gastos públicos
  4. Avaliação de desempenho para servidores
  5. Fim da aposentadoria compulsória como punição
  6. Limitar férias de 60 dias de juízes

Consenso?

Até os próprios servidores públicos concordam que os supersalários são totalmente injustos (63,1%)


4. A CRISE DOS CORREIOS: R$ 20 BILHÕES

“Correios quebrados: empresa pede R$ 20 BILHÕES emprestado. Se não pagar, você e eu bancamos. Maior empréstimo da história”

A Situação é Grave:

Os Correios estão quebrando:

💔 Prejuízo de R$ 4,37 bilhões só no primeiro semestre de 2025 💔 12 trimestres seguidos com prejuízo 💔 Falta dinheiro para pagar folha de funcionários 💔 Receita caindo e gastos subindo

Pedindo Esmola:

O governo quer emprestar R$ 20 bilhões aos Correios COM GARANTIA DO TESOURO NACIONAL.

Isso significa: Se os Correios não pagarem, VOCÊ paga (através de impostos).

Por que Correios Quebrou?

❌ E-mail e WhatsApp mataram o negócio tradicional ❌ Aumentou o número de entregas mas diminuiu a margem de lucro ❌ Mercado livre e Amazon competem muito ❌ Gestão ruim por décadas ❌ Greves frequentes

O Plano de Salvação:

Os Correios prometem:

  • Vender imóveis
  • Fazer fusões com outras empresas
  • Demitir funcionários (programa de demissão voluntária)
  • Dar entrada no empréstimo

O Risco:

Se der errado (o que especialistas acham provável), o Brasil terá que pagar R$ 20 bilhões do Tesouro.

Isso significa menos dinheiro para educação, saúde, segurança.

Comparação Chocante:

R$ 20 bilhões podia servir para:

  • Pagar professores melhor por 10 anos
  • Construir 100 hospitais
  • Dar 1.000 reais para cada pobre do Brasil
  • Investir em tecnologia e educação

O QUE VEM ACONTECER AGORA?

⏳ Dezembro 2025: Votação no Congresso dos R$ 30 bilhões ⏳ Janeiro 2026: Esperança de aprovação da Reforma Administrativa ⏳ Primeiro semestre 2026: Avaliação do plano dos Correios ⏳ Segundo semestre 2026: Possível colapso se nada der certo


Fonte: Ministério da Fazenda, Câmara Federal, Senado Federal, Correios, Estudos República.org Data: Novembro de 2025

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