🚨 CRISE SEM FREIOS: REVELAÇÕES SOBRE TOFFOLI E MORAES ENTERRAM O STF NO ESCÂNDALO DO BANCO MASTER

A tentativa do ministro Dias Toffoli de colocar o caso Banco Master sob “sigilo absoluto” parecia, num primeiro momento, uma cortina de fumaça eficiente. Em Brasília, muita gente respirou aliviada achando que o movimento impediria a chegada de novas revelações explosivas sobre a operação Compliance Zero — que investiga fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e negócios suspeitos envolvendo o banco de Daniel Vorcaro.
Não funcionou.
O que começou como uma investigação sobre a venda fraudulenta de R$ 12,2 bilhões em créditos ao BRBrapidamente se transformou numa crise institucional que atingiu em cheio o topo do Judiciário.
✈️ O VOO QUE EXPLODIU O SIGILO
Veio à tona que Dias Toffoli viajou ao Peru, para assistir à final da Libertadores, no jato particular de um empresário amigo — e, detalhe crucial — acompanhado do advogado de um dos investigados do caso Master.
Horas depois desse voo, Toffoli determinou o sigilo máximo do processo. O episódio destruiu qualquer aparência de neutralidade e virou munição pesada contra o ministro.
💥 O CONTRATO MILIONÁRIO DA MULHER DE MORAES
Poucos dias depois, outra bomba: revelou-se que o escritório da mulher de Alexandre de Moraes — onde também atuam os dois filhos do ministro — tinha um contrato de R$ 3,6 milhões mensais por três anos com o Banco Master.
R$ 129,6 milhões no total.
E não se tratava de uma causa específica: o documento previa defesa ampla do banco, seus donos, além de “acompanhamento de projetos de lei de interesse do Master” no Congresso. Até agora, ninguém explicou que projetos eram esses — nem Moraes, nem Viviane Barci.
O valor está muito acima do mercado, mesmo para escritórios de elite da advocacia. A prática pode não ser ilegal, mas levanta suspeitas éticas profundas — especialmente quando envolve familiares diretos de um ministro que julga casos de interesse nacional.
😶 SILÊNCIO ENSURDECEDOR
Nas últimas semanas, discursos antes usados para justificar o sigilo — como “evitar vazamentos” ou “prevenir uma nova Lava Jato” — desapareceram. Até defensores aguerridos do Supremo adotaram silêncio absoluto.
Nos bastidores, o clima é de constrangimento e pavor:
o medo não é do que já apareceu — é do que ainda pode aparecer.
🤝 APOSTA FINAL: A PGR COMO ESCUDO
A nova estratégia da cúpula do Supremo é torcer para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, mantenha o caso dentro do STF e segure o andamento das investigações.
Há motivos políticos para isso: Gonet chegou ao cargo com apoio decisivo de Alexandre de Moraes e compõe, junto com ele e Gilmar Mendes, o eixo mais influente da Corte.
Mas, mesmo que a PGR tente blindar o assunto, o estrago já está feito.
🏛️ SUPREMO EM XEQUE
A crise expôs um problema que vinha se acumulando há anos:
uma mistura de poder sem controle, relações pouco transparentes e condutas públicas que a própria Corte exigiria punir em qualquer outra instituição.
Hoje, o STF vive sua pior crise de legitimidade desde a redemocratização.
⚠️ O AVISO DO SENADOR
Na CPI do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira resumiu o momento com uma frase que correu pelos corredores de Brasília:
“O Brasil já teve presidente preso, ministro preso, senador preso.
Mas ainda não teve ministro de tribunal superior preso.
E esse momento se avizinha.”
Exagero? Talvez.
Mas, diante do que já se descobriu — e do que ainda pode vir — poucos apostam que a crise acabou.