🌍🤝 União Europeia aprova acordo com Mercosul e abre caminho para maior zona de livre comércio do mundo

Os países da União Europeia confirmaram a aprovação do acordo comercial com o Mercosul, que deverá formar a maior zona de livre comércio do mundo. A informação foi divulgada por Chipre, atual detentor da presidência rotativa do bloco europeu.

Segundo a presidência cipriota, uma ampla maioria dos Estados-membros da UE manifestou apoio ao tratado dentro do prazo estabelecido, encerrado às 17h no horário de Bruxelas (13h em Brasília). Embora o acordo ainda precise ser aprovado pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor, a decisão já autoriza a assinatura formal do texto entre os dois blocos. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, a expectativa é que o Mercosul assine o acordo com a UE no dia 17 de janeiro.

O tratado conta com forte apoio de setores empresariais, mas continua enfrentando resistência de agricultores europeus, especialmente na França, que veem riscos à competitividade do setor agrícola local.

De forma geral, o acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além do estabelecimento de regras comuns para o comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e deve gerar impactos que vão além do agronegócio, alcançando diferentes segmentos da indústria nacional.

Mais de duas décadas de negociações

As negociações entre UE e Mercosul se estenderam por mais de 25 anos. A expectativa é que, mesmo diante da oposição de alguns países, o Parlamento Europeu aprove o texto final. Pelo acordo, o Mercosul se compromete a eliminar tarifas sobre 91% das exportações europeias ao longo de até 15 anos, enquanto a UE deverá retirar progressivamente taxas sobre 92% das exportações do Mercosul. Também está prevista a ampliação de cotas livres de tarifas para produtos agrícolas.

A Comissão Europeia e países defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, afirmam que o tratado ajuda a reduzir a dependência europeia da China, especialmente no fornecimento de minerais críticos, como o lítio, essencial para a produção de baterias.

Os apoiadores também avaliam que o acordo ameniza os impactos das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a Comissão Europeia, este é o maior acordo comercial já firmado pelo bloco em termos de redução tarifária, com a eliminação de mais de 4 bilhões de euros por ano em impostos sobre exportações europeias — passo considerado estratégico para a diversificação das relações comerciais da UE.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *