CPI do INSS REJEITA INDICIAMENTO DE LULINHA E OUTROS 215: RELATÓRIO FINAL NÃO É APRESENTADO

BRASÍLIA — A CPI do INSS rejeitou na madrugada deste sábado, 28, o relatório do relator Alfredo Gaspar (PL-AL) que pedia o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, do senador Weverton Rocha (PDT-MA), do deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), da deputada Gorete Pereira (MDB-CE) e de outras 211 pessoas. A votação terminou em 19 a 12 contra o parecer.

O documento também sugeria a prisão preventiva de Lulinha, atualmente na Espanha, alegando risco de fuga, e recomendava investigação dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli por supostos crimes relacionados ao banqueiro Vorcaro.

Após a rejeição, o presidente da CPI, senador Carlos Viana, se recusou a analisar o pedido alternativo apresentado pela base governista, que incluía 170 indiciamentos, entre eles o do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com isso, a comissão encerrou seus trabalhos sem apresentar relatório final.

O relatório de Gaspar, com 4.340 páginas, detalhou uma suposta rede de 41 empresas usadas para propina e lavagem de dinheiro, movimentando ao menos R$ 39 bilhões entre 2018 e 2025. Além de Lulinha e Vorcaro, o relator pediu indiciamento de dois ex-ministros da Previdência — Carlos Lupi (Lula) e José Carlos Oliveira (Bolsonaro) — e do ex-assessor de Alcolumbre.

O episódio marca o fim da CPI do INSS sem conclusão formal, mas com desgaste político para integrantes do governo e tensão entre Executivo e Legislativo.

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