💥 INSS LIBEROU R$ 12 BILHÕES EM EMPRÉSTIMOS NO NOME DE CRIANÇAS — ATÉ BEBÊS ESTÃO ENDIVIDADOS

O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, revelou um dos episódios mais graves já registrados na Previdência: existem hoje 763 mil contratos de empréstimo consignado ativos no nome de menores de idade, com valor médio de R$ 16 mil cada. Ao todo, R$ 12 bilhões foram liberados ilegalmente por bancos com aval do próprio instituto.
Waller assumiu o comando do órgão após a queda de Alessandro Stefanutto, preso e demitido depois das denúncias sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões — escândalo que ficou conhecido como “A farra do INSS”, revelado pelo Metrópoles.
📌 Como o escândalo começou
As reportagens expuseram um sistema de filiações fraudulentas, cobranças indevidas e contratos de consignado liberados para pessoas sem capacidade legal.
O impacto foi tão grande que:
- A Polícia Federal abriu inquérito;
- A CGU aprofundou as investigações;
- A operação Sem Desconto derrubou o presidente do INSS e o ministro da Previdência, Carlos Lupi.
No total, 38 reportagens do portal foram citadas formalmente pela PF como base da investigação.
📌 Crianças e bebês endividados

Entre os casos revelados estão episódios descritos por João do Vale, advogado da Anced e pesquisador da USP. Ele teve acesso a documentos internos do INSS e descreveu situações absurdas:
- 15 bebês com menos de 1 ano já aparecem endividados em 2022;
- Uma criança que nasceu em maio já tinha, em dezembro, uma dívida de R$ 15.593 parcelada em 84 vezes;
- Um bebê de 3 meses foi vinculado a um empréstimo via cartão de crédito de R$ 1.650.
A faixa etária mais atingida: crianças entre 11 e 13 anos.
📌 Como isso aconteceu
A partir de 2022, bancos passaram a registrar consignados vinculados a benefícios como:
- BPC (Benefício de Prestação Continuada),
- Pensões por morte recebidas por crianças e adolescentes.
A prática só foi suspensa em agosto de 2024, quando o INSS finalmente revogou a regra. Mas os contratos — ilegais — já estavam firmados.
📌 O INSS agora tenta apagar o incêndio
Gilberto Waller afirmou que:
- Todos os acordos com bancos estão sendo revisados;
- O número de parceiros caiu de 74 para 59 por irregularidades;
- Desde maio, consignados só podem ser contratados com biometria do próprio beneficiário — o que impede contratações em nomes de menores.