🔥 STF FECHA QUESTÃO E MANTÉM BOLSONARO PRESO: PRIMEIRA TURMA FORMA 4 A 0

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. O placar ficou 4 a 0: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia votaram contra a libertação do condenado por tentativa de golpe de Estado.
O julgamento ocorre no plenário virtual, das 8h às 20h desta segunda-feira.
A análise confirma a decisão tomada por Moraes no sábado, após a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica que Bolsonaro usava durante a prisão domiciliar. Para o ministro, o ato foi doloso, consciente e representa a ruptura de medidas cautelares já descumpridas anteriormente.
“Bolsonaro é reiterante no descumprimento das medidas cautelares impostas.”
— Alexandre de Moraes
Moraes lembrou que o ex-presidente já havia quebrado regras:
- Julho: usou redes sociais apesar da proibição;
- Agosto: voltou a participar de atos políticos;
- Novembro: tentou abrir a tornozeleira com um ferro de solda.
A Procuradoria-Geral da República concordou com o pedido da Polícia Federal e defendeu a manutenção da detenção.
🔥 Flávio Dino elevou o tom
Ao acompanhar Moraes, Dino citou outros parlamentares condenados que fugiram para o exterior, como Alexandre Ramagem, atualmente nos EUA, para justificar o risco de evasão.
“Há ambiente vulnerador da ordem pública em que atua a organização criminosa chefiada pelo condenado.”
O ministro destacou também a vigília convocada por Flávio Bolsonaro, apontada pela PF como tentativa de mobilizar apoiadores para dificultar o monitoramento ou favorecer uma fuga — repetindo padrões vistos nos atos de 8 de janeiro.
Zanin e Cármen Lúcia seguiram Moraes
Ambos votaram pela manutenção da prisão, sem apresentar votos separados.
A Primeira Turma está com apenas quatro integrantes após a saída de Luiz Fux.
Audiência de custódia e o argumento do “surto”
No domingo, Bolsonaro afirmou que sofreu “paranoia” e “alucinação” por interação de medicamentos psiquiátricos. Disse ter tentado abrir a tornozeleira acreditando que havia uma escuta dentro do equipamento.
A juíza Luciana Yuki Sorrentino não viu abuso policial e homologou a prisão.
O mérito do caso não foi analisado — apenas a legalidade da detenção.
Contexto mais amplo
Bolsonaro já foi condenado a 27 anos e 3 meses por liderar a trama golpista após a derrota de 2022. A prisão atual, porém, não deriva desse processo: trata-se do descumprimento de medidas cautelares.
Caso o STF confirme o trânsito em julgado da condenação, o ex-presidente poderá iniciar pena em regime fechado.🔥 COMO CADA MINISTRO DO STF VOTOU PARA MANTER BOLSONARO PRESO
🟥 1. ALEXANDRE DE MORAES – O RELATOR
O autor da decisão original foi direto: Bolsonaro quebrou medidas cautelares de forma consciente e tentou romper a tornozeleira para fugir.
📌 Trechos-chave:
- “Reiterante no descumprimento das cautelares.”
- Violou redes sociais (julho)
- Voltou a fazer atos políticos (agosto)
- Tentou romper a tornozeleira com ferro de solda (novembro)
Base jurídica:
👉 Garantia da ordem pública
👉 Assegurar a aplicação da lei penal
👉 Histórico de descumprimentos
Moraes sustenta que a prisão domiciliar não funcionou e deveria ser convertida em preventiva.
🟧 2. FLÁVIO DINO – ENDURECEU ELEVANDO O RISCO
Flávio Dino não apenas acompanhou Moraes — ele ampliou o argumento para o contexto político e social.
📌 Os pontos mais pesados:
- Organização criminosa chefiada por Bolsonaro
- Comparação com outros condenados que fugiram, como Ramagem
- A vigília convocada por Flávio Bolsonaro pode ser meio para fuga ou obstrução
- Risco real de atos tipo 8 de janeiro
“Grupos mobilizados em torno do condenado frequentemente atuam de forma descontrolada.”
Dino fala em ambiente vulnerador da ordem pública e ameaça concreta de ofensiva de apoiadores.
👉 É o voto mais político e mais forte do julgamento.
🟨 3. CRISTIANO ZANIN – ADESÃO TOTAL
Zanin não abriu voto próprio.
Acompanhou integralmente Moraes — sem ressalvas, sem adendos.
📌 Sinal enviado:
- O ministro indicado por Lula não será “escudo político” de Bolsonaro
- Mantém coerência com decisões anteriores sobre 8/1 e incitação golpista
Zanin votou pelo cumprimento integral da prisão preventiva.
🟩 4. CÁRMEN LÚCIA – SILÊNCIO QUE PESA
Assim como Zanin, não escreveu voto próprio, apenas acompanhou Moraes.
Mas o gesto é politicamente pesado:
- Cármen costuma divergir em casos de liberdade provisória
- Aqui, não hesitou.
📌 Sinal silencioso:
➡️ “A JUSTIÇA não tolera reincidência de réu condenado.”
🧨 RESUMO CLARO PARA O PÚBLICO
👉 Moraes: Bolsonaro violou medidas, tentou fugir → PRISÃO
👉 Dino: há risco de repetição de 8/1 e rede criminosa organizada → PRISÃO
👉 Zanin: acompanha integralmente → PRISÃO
👉 Cármen Lúcia: acompanha sem ressalvas → PRISÃO
💣 PLACAR: 4 x 0 – UNANIMIDADE
🎯 NARRATIVA EM UMA FRASE
O Supremo entendeu que Bolsonaro não é um preso político: é um condenado reincidente, com histórico de descumprimento — e que tentou fugir.