🔴 STJ ARQUIVA CASO SOBRE ADVOGADO DE ADÉLIO: “INVESTIGAÇÃO PERDEU SENTIDO”

O Superior Tribunal de Justiça decidiu encerrar o processo que discutia a quebra de sigilo bancário do advogado de Adélio Bispo, homem que esfaqueou Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018.
A decisão foi assinada na sexta-feira (28) pelo ministro Joel Ilan Paciornik.

Segundo o tribunal, o caso perdeu o objeto: as investigações relacionadas ao pagamento da defesa já foram encerradas nas instâncias inferiores, logo não há como avançar com novas medidas.

A petição foi apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que afirmou ao STJ que não há mais inquérito aberto pedindo acesso às contas dos advogados. Paciornik, então, determinou o arquivamento — sem entrar no mérito jurídico.


📌 POR QUE ESSE CASO VOLTA E MEIA RETORNA AO DEBATE?

Nos últimos anos, apoiadores de Bolsonaro têm questionado quem pagou os advogados que defenderam Adélio.
A principal tese: alguém teria financiado a defesa para “proteger o mandante”.

Polícia Federal, porém, concluiu mais de uma vez que Adélio agiu sozinho e que não há mandantes.


📌 O QUE A PF E A OAB APONTARAM

📌 Quebra de sigilo só valeria se houvesse investigação ativa — não há mais.
📌 Advogados não estavam sendo investigados por crime, mas sim pelo “financiador”.
📌 Sem inquérito ativo, o STJ não pode autorizar acesso a contas.

Ou seja: não existe hoje base legal para investigar os advogados.


🔥 RELEMBRE O CASO QUE VIRALIZOU

Após o atentado, quatro advogados assumiram a defesa de Adélio:
• Zanone Manuel de Oliveira Júnior
• Fernando Magalhães
• Pedro Possa
• Marcelo Manoel da Costa

A origem dos honorários sempre foi alvo de especulação.
Zanone afirmou que um “fiel da igreja Testemunhas de Jeová” de Montes Claros teria pagado a primeira parcela de R$ 5 mil e depois sumiu.

A igreja negou qualquer envolvimento.


⚠️ SUSPEITA SOBRE O PCC: IDAS E VINDAS

Em 2024, uma operação da PF levantou possibilidade de pagamentos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Foram apreendidos carros de luxo e um avião de um dos advogados.

No fim, a corporação concluiu:
👉 não há provas de que o PCC bancou a defesa de Adélio.


📌 O QUE FOI DECIDIDO AGORA?

O STJ disse:

“Não existe investigação ativa que justifique quebra de sigilo.
O caso perdeu utilidade prática.”

Na prática, significa:
🚫 não existirão novas quebras de sigilo
🚫 não haverá busca e apreensão
🚫 o caso está encerrado

O tema — usado há anos em discursos políticos — não avança mais judicialmente.

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