🚨 CEO DA FICTOR É ALVO DA PF EM OPERAÇÃO QUE INVESTIGA FRAUDES DE R$ 500 MILHÕES E LIGAÇÃO COM O CV
Operação Fallax mira grupo acusado de fraudes bancárias, lavagem de dinheiro e uso de empresas de fachada; Justiça bloqueia R$ 47 milhões em bens

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Fallax, que investiga um esquema de fraudes bancárias superiores a R$ 500 milhões, lavagem de dinheiro e estelionato contra instituições financeiras. Entre os alvos está o CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, que foi alvo de mandados de busca e apreensão.
A operação também atingiu o ex-sócio Luiz Rubini, com medidas judiciais como quebra de sigilo bancário.
Segundo a PF, a organização criminosa atuava com empresas de fachada, cooptação de funcionários de bancos e manipulação de dados financeiros para obter crédito fraudulento e movimentar recursos ilícitos.

💰 ESQUEMA PODE TER MOVIMENTADO MEIO BILHÃO
De acordo com as investigações, o grupo estruturou um sistema sofisticado de fraude bancária que incluía:
- criação de empresas fictícias
- uso de documentos contábeis falsos
- simulação de faturamento
- cooptação de gerentes bancários
- pagamentos cruzados para gerar histórico financeiro artificial
- obtenção fraudulenta de crédito
A PF aponta ainda indícios de ligação com células do Comando Vermelho, que teriam utilizado a estrutura para lavagem de dinheiro.
🚔 MANDADOS E BLOQUEIO DE BENS
A Justiça Federal determinou:
- 43 mandados de busca e apreensão
- 21 mandados de prisão preventiva
- operações em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia
- bloqueio de R$ 47 milhões em bens e ativos financeiros
- quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas
Até a manhã da operação, 13 pessoas já haviam sido presas.
Os investigados podem responder por:
- organização criminosa
- estelionato qualificado
- lavagem de dinheiro
- corrupção ativa e passiva
- gestão fraudulenta
- crimes contra o sistema financeiro
As penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
🏦 FICTOR TENTOU COMPRAR BANCO MASTER
O Grupo Fictor ganhou notoriedade após anunciar, em novembro do ano passado, a compra do Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro, com aporte de investidores dos Emirados Árabes.
Horas depois do anúncio, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da instituição, e o negócio foi cancelado.
Após o episódio, o grupo enfrentou crise financeira e pediu recuperação judicial de R$ 4 bilhões para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest no Tribunal de Justiça de São Paulo.
📌 PAPEL DA FICTOR NO ESQUEMA
Segundo a Polícia Federal, o grupo teria papel estruturante na organização criminosa, atuando na:
- criação de empresas de fachada
- simulação de fluxo financeiro
- geração artificial de faturamento
- construção de histórico bancário fictício
O objetivo seria facilitar a obtenção de crédito e a circulação de dinheiro ilícito.
📝 POSICIONAMENTO
A reportagem solicitou posicionamento do Grupo Fictor, e o espaço segue aberto para manifestação.