🚨 Irã divulga vídeo e diz ter atingido caça F-18 dos EUA; americanos negam abate e chamam alegação de falsa

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quinta-feira (26) ter atingido um caça F-18 dos Estados Unidos durante uma operação de defesa aérea no sul do país e divulgou um vídeo que, segundo o regime iraniano, mostra o momento do ataque. O Exército norte-americano, no entanto, negou que a aeronave tenha sido abatida e classificou a alegação como falsa.
De acordo com agências estatais iranianas, o suposto ataque ocorreu na quarta-feira (25), sobre a região costeira de Chabahar, no Golfo de Omã. O porta-voz militar Ebrahim Zolfaghari, do Quartel-General Central Khatam Al-Anbiya, afirmou que o caça teria sido atingido por sistemas avançados de defesa aérea naval.
No vídeo divulgado pela Guarda Revolucionária, um jato com silhueta semelhante ao F/A-18 Super Hornet, da Marinha dos EUA, aparece sobrevoando a área quando um projétil explode próximo à aeronave. Em seguida, é possível ver fumaça na parte traseira do caça, que continua voando.
EUA negam ataque
Horas após a divulgação das imagens, o Comando Central dos Estados Unidos rebateu a versão iraniana e afirmou que nenhuma aeronave foi abatida.
“FALSO: A Guarda Revolucionária afirmou que um caça F/A-18 dos EUA foi atingido sobre Chabahar.
VERDADEIRO: Nenhuma aeronave de combate dos EUA foi abatida pelo Irã”, disse o comando militar em comunicado nas redes sociais.
Histórico de versões conflitantes
Não é a primeira vez que o Irã afirma ter atingido aeronaves americanas durante o conflito. O regime já declarou ter atacado caças F-35 e F-15, o que também foi negado pelos Estados Unidos.
Segundo a imprensa internacional, um F-35 chegou a realizar um pouso de emergência em uma base militar no Oriente Médio, mas não houve confirmação oficial de abate.
Guerra de narrativas
O episódio reforça a guerra de versões entre Irã e Estados Unidos, em meio à escalada militar no Oriente Médio. Enquanto Teerã tenta demonstrar capacidade de defesa aérea e resistência, Washington busca conter informações que possam indicar perdas militares.
Especialistas avaliam que a divulgação de vídeos e comunicados faz parte da estratégia de propaganda e pressão psicológica no conflito, que segue aumentando a tensão na região.