🚨 PF revela: ‘sicário’ de banqueiro recebeu R$ 24 milhões para espionagem e intimidação

A Polícia Federal afirma que o banqueiro Daniel Vorcaro teria pago ao menos R$ 24 milhões a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado pelos investigadores como o “sicário” responsável por executar serviços ilícitos para proteger os interesses do empresário.
Segundo relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal, Mourão teria atuado em operações clandestinas que incluíam invasão de sistemas de investigação, intimidação de adversários e derrubada de conteúdos negativos sobre o banco nas redes sociais.
O suspeito foi preso na Operação Compliance Zero, mas morreu após cometer suicídio na cela da superintendência da PF em Minas Gerais.
💰 Pagamento milionário mensal
De acordo com os investigadores, planilhas de controle de despesas do próprio Vorcaro indicam que o “sicário” recebia R$ 1 milhão por mês.
Com base nesses registros, a PF estima que Mourão tenha recebido pelo menos R$ 24 milhões entre 2024 e 2025.
“É plausível inferir que Sicário pode ter recebido no mínimo R$ 24 milhões”, afirma o relatório da PF.
Até a publicação da reportagem, as defesas de Vorcaro e de Mourão não haviam se manifestado.
🔎 Consulta clandestina à Interpol
Mensagens encontradas no celular do banqueiro revelam também o nível de preocupação de Vorcaro com possíveis investigações.
Em outubro de 2025, um mês antes da operação policial, ele pediu ao executor que verificasse se havia ordem de prisão internacional contra ele.
Mourão acionou um contato e enviou a resposta:
“A Interpol está limpa. Estamos aguardando o relatório principal do FBI.”
A Interpol e o Federal Bureau of Investigation foram citados na conversa.
⚠️ ‘A Turma’: grupo suspeito de atuar como milícia
As investigações também apontam a existência de um grupo chamado “A Turma”, supostamente liderado pelo ex-escrivão da PF Marilson Roseno da Silva.
Segundo os investigadores, o grupo seria responsável por monitorar adversários e levantar informações sigilosas sobre investigações.
A PF calcula que o núcleo pode ter recebido R$ 9,6 milhões, valores que teriam sido divididos entre quatro integrantes.
Os investigadores ainda tentam esclarecer a origem exata desses recursos e se parte deles saiu diretamente dos pagamentos feitos ao chamado “sicário”.
O caso se tornou um dos eixos centrais das apurações envolvendo o Banco Master e seu controlador, ampliando as suspeitas de que a organização mantinha uma estrutura clandestina de espionagem e intimidação para proteger seus interesses.