🚨 PMs e guarda municipal são presos em operação contra fraude em concursos; candidatos pagavam até R$ 70 mil

Quadrilha atuava em concursos do TJPE e TCE-PE e pode ter operado por até 10 anos, segundo a Polícia Civil

Uma operação da Polícia Civil prendeu policiais militares e um guarda municipal suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em fraudar concursos públicos em Pernambuco. Os candidatos chegavam a pagar até R$ 70 mil para garantir aprovação nos certames, segundo as investigações.

As ações ocorreram nesta quarta-feira (25), com a deflagração de duas operações policiais que miraram o grupo responsável por fraudes nos concursos do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), realizados em 2025.

Ao todo, foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão em Pernambuco e no Rio Grande do Norte, além de 11 mandados de prisão, dos quais nove foram executados. Entre os presos estão policiais militares de Pernambuco e do Piauí.


🕵️ Esquema funcionava há cerca de 10 anos

De acordo com a Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) e o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), a quadrilha era altamente organizada e pode ter atuado por quase uma década.

Segundo o delegado Júlio Cesar Pinheiro, o grupo tinha estrutura hierarquizada e divisão de funções.

“Era uma organização extremamente estruturada, com tarefas bem distribuídas e liderança definida. Todos possuem histórico nesse tipo de crime e alguns têm antecedentes por crimes violentos”, afirmou.

As investigações ainda buscam identificar outros concursos e estados que podem ter sido alvo do esquema.


💰 Como funcionava a fraude

Segundo a Polícia Civil, os candidatos contratavam a quadrilha e recebiam diferentes tipos de serviços ilegais, como:

  • cópias de gabaritos
  • uso de “clones” (pessoas que faziam a prova no lugar do candidato)
  • pontos eletrônicos
  • celulares adaptados para burlar detectores de metais
  • transmissão de respostas durante a prova

Os pagamentos podiam chegar a R$ 70 mil, dependendo do cargo disputado.


📚 Fraude no concurso do TJPE levou à anulação das provas

Operação Kýma investigou fraudes no concurso do TJPE para técnico judiciário, realizado em 21 de setembro de 2025.

Polícia Federal confirmou irregularidades e o concurso teve as provas anuladas em janeiro de 2026.

Após a conclusão do inquérito federal, a Polícia Civil de Pernambuco iniciou a investigação e identificou 11 suspeitos, incluindo o líder da organização criminosa, que foi preso.


🚔 Operação Crivo reforçou investigação

Operação Crivo começou após uma prisão em flagrante por fraude em concurso do TCE-PE.

Durante as apurações, a polícia descobriu que o grupo era o mesmo investigado na Operação Kýma.

Mais de 100 policiais civis participaram da ação.

“Conseguimos apreender provas, mídias digitais e celulares que vão subsidiar a investigação”, afirmou o delegado Paulo Vitor, da Deccor.


⚖️ Investigações continuam

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar:

  • outros integrantes da quadrilha
  • candidatos beneficiados
  • concursos fraudados em outros estados
  • e a forma de contratação dos serviços ilegais

O caso é tratado como organização criminosa especializada em fraudes em concursos públicos.

🚨 Diretor de hospital investigado por fraude em concurso do TCE-PE é exonerado do cargo no Sertão de Pernambuco

Gestor do Hospital Regional de Salgueiro foi alvo da Operação Crivo, que investiga esquema de “clones” e pagamentos de até R$ 50 mil para aprovação em concurso público

O diretor do Hospital Regional Inácio de Sá, em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, foi exonerado do cargo após ser citado na investigação sobre fraude em concurso público do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE).

Allain Carvalho é um dos alvos da Operação Crivo, deflagrada pela Polícia Civil na quarta-feira (25), que apura um esquema criminoso de manipulação de resultados em concursos públicos realizados em 2025.

A exoneração foi confirmada nesta quinta-feira (26) pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), que informou ter adotado medidas administrativas imediatas após tomar conhecimento da operação.

“A Secretaria Estadual de Saúde informa que tomou conhecimento da operação e adotou todas as medidas administrativas cabíveis, resultando na exoneração do diretor citado. A SES-PE reforça que atua com base na legalidade, transparência e responsabilidade na gestão pública”, diz a nota.


🕵️ Operação investiga esquema de fraude com “clones”

A Operação Crivo cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em cidades de Pernambuco e no Rio Grande do Norte, com a participação de mais de 100 policiais civis.

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após a prisão em flagrante de um candidato que tentava fazer a prova no lugar de outra pessoa, utilizando o método conhecido como “clone”.

“O esquema envolvia sósias ou pessoas que se passavam por candidatos para realizar a prova. Esse foi o ponto inicial das investigações”, explicou o delegado responsável.

A partir do flagrante, os investigadores identificaram uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e atuação coordenada.


💰 Pagamentos podiam chegar a R$ 50 mil

As investigações apontam que os candidatos pagavam valores para garantir aprovação no concurso.

O esquema funcionava da seguinte forma:

  • entrada inicial de cerca de R$ 5 mil
  • pagamento final após aprovação
  • valor total podia chegar a R$ 50 mil
  • em alguns casos, pagamentos incluíam bens

Segundo o delegado Paulo Vitor, há indícios de que candidatos beneficiados tenham sido aprovados, mas a confirmação depende da análise dos materiais apreendidos.

“Identificamos clientes e pessoas que participavam ativamente da organização criminosa. A investigação ainda está em andamento”, afirmou.


📱 Materiais apreendidos podem ampliar investigação

Durante a operação, a polícia apreendeu:

  • celulares
  • mídias digitais
  • materiais do concurso
  • documentos e equipamentos eletrônicos

Todo o material será analisado para identificar outros envolvidos e possíveis beneficiados.

A polícia também confirmou que servidores públicos de diferentes áreas estão entre os alvos, mas os nomes não foram divulgados para não comprometer as investigações.


⚖️ Ex-diretor segue sob investigação

Allain Carvalho, que estava à frente do hospital regional de Salgueiro, agora passa a responder às investigações dentro do inquérito que apura organização criminosa e fraude em concurso público.

A Polícia Civil informou que novas fases da operação não estão descartadas.

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