🚹 Polícia prende mulher suspeita de transportar fuzil usado na execução de ex-delegado em SP

A PolĂ­cia Civil de SĂŁo Paulo prendeu temporariamente, na madrugada desta quinta-feira (18), uma mulher de 25 anos suspeita de envolvimento na execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, assassinado em uma emboscada na Ășltima segunda-feira (15) em Praia Grande, no litoral paulista.

Segundo as investigaçÔes, a jovem teria sido responsåvel por transportar um dos fuzis utilizados no crime. Em depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ela afirmou ser namorada de um dos suspeitos jå identificados. Após prestar esclarecimentos, deixou a unidade algemada e foi levada ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito.

A Secretaria de Segurança PĂșblica (SSP) informou que testemunhas e familiares de outros dois investigados tambĂ©m foram ouvidos. A Justiça expediu dois mandados de prisĂŁo temporĂĄria e oito mandados de busca e apreensĂŁo em endereços da capital e da Grande SĂŁo Paulo. Objetos recolhidos nas operaçÔes estĂŁo em perĂ­cia.

Mais de 60 policiais civis atuam na caçada aos criminosos, em açÔes conjuntas do DHPP, do Deic (Departamento Estadual de InvestigaçÔes Criminais) e da Seccional de Praia Grande.

O governador TarcĂ­sio de Freitas (Republicanos) prometeu rigor:

“Temos vĂĄrias linhas de investigação e nenhuma pode ser descartada. Um dos suspeitos jĂĄ tem reincidĂȘncia criminal por roubo e trĂĄfico. Os culpados serĂŁo exemplarmente punidos.”

O secretĂĄrio de Segurança PĂșblica, Guilherme Derrite (PL), recusou apoio da PolĂ­cia Federal, alegando que “todo o aparato do Estado Ă© capaz de dar a resposta necessĂĄria”. JĂĄ o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse ter oferecido ajuda das forças federais ao governo paulista.

Ruy Ferraz Fontes, que comandou a PolĂ­cia Civil de SĂŁo Paulo entre 2019 e 2022, ficou marcado pelo enfrentamento direto ao PCC e pela transferĂȘncia do lĂ­der da facção, Marcola, para um presĂ­dio de segurança mĂĄxima em 2019.

O caso segue sob investigação e é tratado como prioridade pelo governo paulista.

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