LULINHA ACUSA AMIGA LOBISTA DE USAR SEU NOME EM ESCÂNDALO DO INSS

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, prepara nova estratégia: sustentar que a lobista Roberta Luchsingerutilizava seu nome sem autorização para fechar negócios com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

Além de se distanciar de Luchsinger, a defesa atribuirá responsabilidades ao sócio de Lulinha, Kalil Bittar, e à publicitária Danielle Miranda Fonteles, reforçando que o filho do presidente não teria dado aval para os acordos.

Viagem suspeita com Careca do INSS

Documentos mostram que Lulinha e Careca viajaram juntos em novembro do ano passado, com passagens pagas pelo operador. Ambos estavam na primeira classe, em assentos de janela, mas a defesa alega que não houve fechamento de negócios.

Quem é Roberta Luchsinger

Luchsinger foi alvo de mandado de busca em dezembro por sua ligação com Careca do INSS. A lobista tem proximidade com a família de Lulinha: tatuagem de “melhores amigas” com Renata Abreu Moreira, esposa do filho do presidente, e dividiu a mansão de Lulinha no Lago Sul, em Brasília.

A mansão teria sido palco de reuniões e festas, segundo investigação da coluna. Roberta também foi uma das principais doadoras da campanha presidencial de 2022, neta de ex-acionista do Credit Suisse, e teria intermediado o contato entre Lulinha e Careca do INSS para negócios envolvendo canabidiol no SUS.

Investigação e restrições

A Polícia Federal considera Luchsinger “integrante vinculada ao núcleo político da organização criminosa liderada por Careca do INSS”. Embora o monitoramento por tornozeleira eletrônica tenha sido negado, o STF determinou entrega do passaporte e proibição de saída do país.

O ministro André Mendonça também citou mensagens de WhatsApp enviadas por Luchsinger ao operador, nas quais há referência direta a Lulinha, incluindo menção a boato antigo sobre a marca Friboi, sem relação real com o empresário.

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