Deputada do MDB Compra Apartamento de R$ 4 Mi e Carro de Luxo com Propina, Diz PF
A Polícia Federal identificou que a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE) comprou um apartamento de R$ 4 milhões e um carro de luxo de mais de R$ 400 mil com recursos oriundos de propina.

Segundo a PF, o dinheiro vinha de descontos indevidos na folha de pagamento de aposentados do INSS. A parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (17) na nova fase da Operação Sem Desconto. A prisão foi solicitada pela PF, mas o ministro do STF André Mendonça determinou medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Planilhas e conversas de WhatsApp indicam que Gorete recebia valores “expressivos” e controlava empresas de fachada usadas para movimentar o dinheiro. A investigação aponta que ela atuava como “articuladora política junto a órgãos públicos” e pressionava servidores do INSS para viabilizar acordos que permitiam os descontos indevidos.
Entre os envolvidos estão a advogada Cecília Rodrigues Mota, apontada como operadora do esquema, e seu secretário pessoal, Igor Oliveira Freitas, que foi encontrado com pilhas de dinheiro e carros de luxo. Segundo a PF, o grupo pode ter movimentado bilhões de reais em fraudes contra aposentados e pensionistas.
A deputada também manteve relações com a Aapen (Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional), ligada à advogada, e teria recebido procurações para formalizar acordos que facilitavam os descontos irregulares. Entre 2018 e 2023, ela movimentou cerca de R$ 245 mil em transações suspeitas.
A coluna tentou contato com o gabinete da deputada, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.
A Operação Sem Desconto cumpre 19 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Ceará. Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato previdenciário, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos em sistemas públicos.
PF Encontra Pilhas de Dinheiro e Carros de Luxo em Esquema de Fraude no INSS; Deputada do MDB Está Entre Alvos
Durante a operação desta terça-feira (17/3), a Polícia Federal encontrou pilhas de dinheiro vivo e carros de luxo em endereços ligados aos investigados da Operação Indébito, que apura fraudes em aposentadorias e pensões do INSS.
Segundo a investigação, o dinheiro foi localizado com Igor Oliveira Freitas, secretário pessoal da advogada Cecília Rodrigues Mota, presa nesta manhã e apontada como uma das líderes do esquema. Igor seria responsável pela logística e movimentações financeiras do grupo.
Entre os alvos da operação está a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), que deverá cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. A PF apurou que ela tinha ligação com uma das associações investigadas e recebeu procuração para firmar acordos com o INSS, permitindo descontos indevidos diretamente nos benefícios de aposentados. Entre 2018 e 2023, Gorete movimentou cerca de R$ 245 mil em transações suspeitas.
Outros investigados presos incluem:
- Natjo de Lima Pinheiro, empresário do setor de saúde, operador financeiro;
- Cecília Rodrigues Mota, advogada e integrante do núcleo operacional, que coordenava o esquema usando intermediários.
De acordo com a PF, o grupo utilizava dados falsos em sistemas oficiais para autorizar descontos indevidos sem autorização das vítimas. O esquema pode ter movimentado bilhões de reais em todo o país.
A operação cumpre 19 mandados de busca e apreensão, além de prisões e outras medidas cautelares no Distrito Federal e no Ceará. Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato previdenciário, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos em sistemas públicos.
Deputada do MDB teve viagens e luxo pagos por esquema de fraudes do INSS, aponta PF

A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE), alvo da Polícia Federal na Operação Indébito — desdobramento da Operação Sem Desconto —, teve viagens e gastos pessoais custeados por integrantes de um esquema de desvios de aposentadorias e pensões do INSS.
Segundo a decisão do ministro André Mendonça (STF), a parlamentar também comprou um apartamento de mais de R$ 4 milhões em nome de empresa de fachada e um veículo de luxo avaliado em R$ 400 mil, usando dinheiro desviado.
Investigadores encontraram planilhas que associam o nome de Gorete a valores expressivos pagos como propina. A PF aponta que ela exercia controle sobre associações utilizadas no esquema e possuía procuração para firmar acordos, ampliando as entidades e os descontos ilegais.
Além de mensagens de WhatsApp, a deputada mantinha contato direto com outros investigados. Em uma das orientações, ela foi instruída a receber propina por meio de escritórios de advocacia, para dar aparência de legalidade às transações.