PF APONTA FLUXO MILIONÁRIO ENTRE MC RYAN, DEOLANE E ONG DE NEYMAR E LEVANTA SUSPEITA DE “LIMPEZA DE IMAGEM”

A Polícia Federal do Brasil identificou movimentações financeiras suspeitas envolvendo o funkeiro Ryan Santana dos Santos, a influenciadora Deolane Bezerra e o Instituto Projeto Neymar Jr. Segundo a investigação, Deolane teria atuado como uma espécie de “conta de passagem”, repassando valores com o objetivo de dar aparência lícita a recursos de origem suspeita.

Os dados fazem parte da Operação Narco Fluxo, que apura um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro. De acordo com a PF, Deolane movimentou R$ 5,3 milhões em apenas 47 dias, entre maio e junho de 2025. Nesse período, ela recebeu R$ 430 mil de uma produtora ligada a MC Ryan e, na sequência, transferiu R$ 1,16 milhão ao Instituto Neymar Jr, além de R$ 1,1 milhão a uma empresa de blindagem de veículos.

A investigação aponta que a transferência entre MC Ryan e Deolane não apresenta justificativa comercial clara. Para os investigadores, o repasse reforça a existência de um “ecossistema financeiro comum” entre os envolvidos, com circulação de recursos entre pessoas já investigadas por crimes como lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A Polícia Federal também levanta a hipótese de que doações à ONG ligada ao jogador Neymar teriam sido usadas como estratégia de “limpeza de imagem”. Apesar disso, tanto o atleta quanto o instituto não são alvos da investigação.

MC Ryan foi preso na última quarta-feira (15) como apontado líder do esquema investigado. Ao todo, 33 pessoas foram detidas na operação, incluindo nomes conhecidos nas redes sociais e no meio do entretenimento digital.

Entre os presos estão o funkeiro Marlon Brendon Coelho Couto Silva, o influenciador Raphael Sousa Oliveira e o casal Chrys Dias e Débora Paixão.

Deolane Bezerra já havia sido presa anteriormente, em setembro de 2024, no Recife, também sob suspeita de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro e apostas ilegais. Na ocasião, ela foi liberada poucos dias depois.

As investigações seguem em andamento e devem aprofundar o rastreamento das movimentações financeiras para identificar a origem e o destino final dos recursos.

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