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Caso Isabelle: polícia reúne 28 depoimentos e 13 laudos, mas investigação segue aberta

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Isabelle Caracristi em autorretrato

Investigadores ainda analisam celulares e câmeras para esclarecer as circunstâncias da morte da estudante em Fortaleza

A Polícia Civil do Ceará já ouviu 28 pessoas e concluiu 13 laudos na investigação da morte de Isabelle Caracristi, de 22 anos. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (28), duas semanas após a estudante ser encontrada morta em um condomínio de Fortaleza. Segundo a corporação, a apuração continua para reconstituir os acontecimentos que antecederam a morte.

A Perícia Forense do Ceará concluiu dois novos laudos, mas a Secretaria da Segurança Pública não divulgou o conteúdo deles. Ao todo, 20 peritos e auxiliares atuam no caso. Além dos depoimentos, os investigadores examinam celulares, outros dispositivos eletrônicos e mais de 700 vídeos de câmeras de segurança.

O namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, permanece preso preventivamente. A polícia investiga suspeitas de violência psicológica e induzimento ao suicídio, enquanto a defesa pede a revogação da prisão e nega que ele tenha cometido crime. A prisão preventiva não representa condenação.

Depoimentos e imagens seguem sob análise

Isabelle Caracristi em elevador

Câmera de segurança registra Isabelle Caracristi no elevador do condomínio em 13 de setembro de 2026. | Foto: Reprodução

Entre as pessoas ouvidas recentemente estão a síndica do prédio, uma diarista que trabalhava no apartamento e a ex-mulher de João. Segundo a apuração divulgada pelo g1, a síndica relatou que ele pediu ajuda para procurar o celular de Isabelle nas lixeiras do condomínio. Ela também afirmou que João tentou impedir o acesso da família da estudante ao prédio.

A advogada da diarista disse que sua cliente conheceu Isabelle, mas nunca presenciou discussões entre o casal. A profissional compareceu ao apartamento dois dias após a morte da jovem, conforme sua rotina de trabalho. Segundo a defesa, ela soube do ocorrido ao chegar e saiu sem limpar o imóvel.

A perícia apontou indícios de que a queda de Isabelle foi voluntária. Essa conclusão, porém, não encerra a investigação sobre as circunstâncias anteriores à morte nem sobre a possível responsabilidade de outras pessoas. A Polícia Civil também apura relatos de comportamento controlador e de restrições à rotina da estudante, atribuídos a João por testemunhas.

A defesa de João contesta as suspeitas e solicitou sua soltura por meio de habeas corpus. Já as advogadas da família de Isabelle lembraram que o caso tramita sob sigilo e pediram que informações não oficiais não sejam divulgadas, em respeito à investigação e aos familiares.


Com informações do g1

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