ARRECADAÇÃO FEDERAL BATE RECORDE E CHEGA A R$ 222 BILHÕES EM FEVEREIRO

Receita cresce 5,68% em relação a 2025 e governo soma R$ 550,1 bilhões no primeiro bimestre do ano

A arrecadação federal atingiu R$ 222,1 bilhões em fevereiro de 2026, estabelecendo um novo recorde para o mês na série histórica iniciada em 1995, segundo dados divulgados nesta terça-feira (24) pela Receita Federal.

O resultado representa alta real de 5,68% em comparação com fevereiro de 2025, já considerando a inflação.

No acumulado do ano, o governo federal arrecadou R$ 550,1 bilhões no primeiro bimestre de 2026, também o maior valor já registrado para o período, com crescimento de 4,4% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.


IOF e Imposto de Renda puxaram crescimento

De acordo com a Receita Federal, o aumento da arrecadação foi impulsionado principalmente por impostos sobre operações financeiras e rendimentos de capital.

Os principais destaques foram:

  • IOF: R$ 8,7 bilhões (alta de 35,7%)
  • IRRF sobre rendimentos de capital: R$ 11,6 bilhões (alta de 19,4%)
  • IPI: R$ 4,5 bilhões (alta de 10%)
  • PIS/Cofins: R$ 47,7 bilhões (alta de 8,45%)

As receitas administradas pela Receita Federal somaram R$ 215,2 bilhões, enquanto outros órgãos arrecadaram R$ 7,19 bilhões.

Segundo o Fisco, o resultado foi influenciado pelo crescimento da atividade econômica, especialmente no setor de serviços, além do aumento das alíquotas do IOF em 2025.


Meta fiscal prevê superávit em 2026

O bom desempenho da arrecadação reforça a meta fiscal do governo para 2026, que prevê superávit primário de R$ 34 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB.

O Orçamento deste ano estabelece saldo positivo de R$ 34,5 bilhões, com margem de tolerância que permite resultado próximo de zero do PIB.

A arrecadação recorde no início do ano é vista como um dos fatores que podem ajudar o governo a cumprir a meta fiscal.

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