Comissão americana acusa Moraes de censura e alerta sobre impacto nas eleições de 2026

Um relatório preliminar da Comissão Judiciária da Câmara dos EUA, dominada por aliados de Donald Trump, acusa o ministro do STF Alexandre de Moraes de censura que poderia comprometer a liberdade de expressão e a lisura das eleições presidenciais brasileiras de 2026.

O documento critica ordens judiciais de Moraes contra a família Bolsonaro e seus apoiadores, apontando que essas medidas prejudicam a manifestação online sobre assuntos públicos. Eduardo Bolsonaro elogiou Jim Jordan, presidente da comissão, e acusou Moraes de favorecer o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O relatório, intitulado “O ataque à liberdade de expressão no exterior: O caso do Brasil – Parte III”, afirma que as decisões do ministro afetaram usuários e empresas americanas em redes como X e Rumble, obrigando plataformas a escolher entre cumprir ordens de censura ou enfrentar sanções legais no Brasil.

É o terceiro relatório da comissão sobre o Brasil, após dois documentos divulgados em 2024, todos criticando Moraes por critérios de desinformação e bloqueio de contas. O texto também cita processos judiciais contra Eduardo Bolsonaro no Brasil e reforça preocupações sobre a imparcialidade do STF em eleições próximas.

Eduardo Bolsonaro usou as redes para afirmar que a comissão americana “trabalha para expor ordens clandestinas” de Moraes e prometeu medidas contra o ministro no futuro, reforçando a narrativa de apoio internacional à oposição bolsonarista.

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