DEFESA DE DEOLANE REAGE APÓS PRISÃO E FALA EM “ABSOLUTA INOCÊNCIA” EM INVESTIGAÇÃO SOBRE PCC

A defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra afirmou nesta quinta-feira (22) que ela é “absolutamente inocente” e classificou como “desproporcionais” as medidas adotadas pela Justiça após a prisão preventiva da empresária em uma operação que investiga lavagem de dinheiro para o PCC, em São Paulo.

Deolane foi presa na quarta-feira (21) durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público de São Paulo. A investigação apura um suposto esquema milionário de ocultação e movimentação de recursos ligados ao Primeiro Comando da Capital.

Em nota assinada pela irmã e advogada Daniele Bezerra, além de outros integrantes da equipe jurídica, a defesa afirmou que os fatos “serão devidamente esclarecidos no momento oportuno” e criticou a condução do caso.

Os advogados também tentaram obter a liberdade da influenciadora durante a audiência de custódia, alegando que ela é mãe de uma criança menor de 12 anos. A defesa citou entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que prevê a possibilidade de prisão domiciliar para mães nessa condição.

Apesar do pedido, a prisão foi mantida pela Justiça.

Atualmente, Deolane está custodiada na Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte de São Paulo. Existe a expectativa de transferência para o Presídio Feminino de Tupi Paulista, no interior do estado.

A investigação aponta que a influenciadora teria ligação com uma transportadora suspeita de atuar como braço financeiro do PCC. Segundo os investigadores, empresas e contas bancárias teriam sido usadas para ocultar recursos ilícitos e movimentar dinheiro da facção criminosa.

As autoridades afirmam que Deolane teria recebido valores considerados incompatíveis com a movimentação econômica apresentada oficialmente.

De acordo com a Polícia Civil, a apuração começou ainda em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista.

Os documentos continham ordens internas da facção, referências a integrantes do alto escalão do PCC e possíveis planos contra agentes públicos.

A partir dessas informações, os investigadores chegaram a uma transportadora suspeita de operar esquemas de lavagem de dinheiro para a organização criminosa.

Embora o nome de Deolane não aparecesse diretamente nos bilhetes, as investigações posteriores identificaram movimentações financeiras e relações consideradas suspeitas pelos investigadores.

Segundo a polícia, a influenciadora teria atuado como uma espécie de “caixa” para ocultação de recursos ilícitos. A suspeita é de que valores oriundos do crime organizado fossem misturados ao patrimônio da empresária para dificultar o rastreamento.

A operação também teve como alvo familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC.

Além das prisões, a Justiça determinou bloqueio de mais de R$ 300 milhões em contas bancárias, além da apreensão de veículos de luxo e imóveis ligados aos investigados.

Nas redes sociais, Daniele Bezerra saiu em defesa da irmã e afirmou que “tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações”.

Até o momento, Deolane Bezerra não se pronunciou publicamente sobre o caso.

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