PF contratou empresa ligada a “inteligência digital” para quebrar celulares no caso Master; Moraes citou Mossad

A Polícia Federal contratou os serviços da Black Wall Global, uma empresa israelense-emiradense especializada em inteligência digital e cibersegurança, para auxiliar na descriptografia de celulares apreendidos na operação Compliance Zero, que investiga o caso do antigo Banco Master.

A informação consta no relatório analisado por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e foi mencionada durante a sessão desta quinta-feira (12), quando Dias Toffoli deixou a relatoria do caso.

Segundo o Poder360, quem citou o trecho do documento foi o ministro Cristiano Zanin, ao relatar aos colegas que o relatório da PF registrava a contratação da empresa, embora ele não soubesse exatamente do que se tratava.

Durante a discussão, o ministro Alexandre de Moraes fez um comentário que chamou atenção nos bastidores:

— “Eu conheço. Isso aí é o pessoal do Mossad.”

O Mossad é o serviço secreto de Israel.

Apesar da declaração, a Black Wall Global se apresenta publicamente como uma agência de inteligência digital, cibersegurança e defesa, fundada por veteranos de unidades de elite ligadas à inteligência, contraterrorismo e forças de segurança.

A empresa teria sido utilizada para auxiliar na abertura de alguns aparelhos apreendidos, incluindo o celular do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

O caso Master envolve suspeitas de operações financeiras irregulares e está ligado à liquidação do banco em novembro de 2025. A estimativa é de que o rombo possa chegar a cerca de R$ 50 bilhões para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), considerada a maior quebra da história do setor.

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