SECRETÁRIO DE DEFESA SOCIAL PEDE DESCULPAS À MULHER ESTUPRADA DENTRO DE POSTO POLICIAL NO CABO
O secretário estadual de Defesa Social, Alessandro Carvalho, pediu desculpas públicas à mulher de 48 anos que denunciou ter sido estuprada por um policial militar dentro de um posto do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. O crime ocorreu na noite da última sexta-feira (10).
Durante entrevista coletiva nesta terça-feira (14), Carvalho anunciou o afastamento dos três policiais que estavam de plantão no local.
“Ele já foi afastado, junto com toda a equipe que estava na ocorrência. Nossa prioridade é total na investigação — na perícia, nas oitivas e no reconhecimento pessoal. Se o fato for comprovado, ele será encaminhado à Justiça o quanto antes”, afirmou o secretário.
Com tom emocionado, ele dirigiu suas primeiras palavras diretamente à vítima:
“Minha primeira palavra é de solidariedade e de desculpas. O que foi narrado é inadmissível — uma violência praticada por um agente do Estado, dentro de uma repartição pública. É um fato isolado, mas que nos envergonha profundamente.”
A vítima voltou a prestar depoimento nesta terça-feira na Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), no Quartel do Comando-Geral da PM, no Derby, área central do Recife, para participar de um reconhecimento presencialdos suspeitos.
De acordo com a advogada Maria Júlia Leonel, apenas dois dos três PMs compareceram. Eles não foram reconhecidos pela mulher. O terceiro suspeito alegou estar de licença médica e terá novo reconhecimento remarcado para sexta (17).
A defesa da vítima criticou o fato de o procedimento ter sido realizado no ambiente militar, e não na Delegacia da Mulher, que possui estrutura adequada para esse tipo de caso.
“Foi um ambiente inadequado. Policiais olhavam para a vítima, os advogados dos suspeitos estavam na mesma sala. Ela teve que reviver tudo. Faltou sensibilidade, sobretudo do governo do Estado, para lidar com uma mulher que sofreu estupro dentro de uma repartição pública”, afirmou a advogada.
Segundo a defesa, os três policiais se recusaram a fornecer material genético de forma espontânea, o que poderia contribuir com a perícia.
A vítima relatou sentir medo e insegurança, já que o agressor conhece seus dados pessoais.
“Estou em risco. Ele sabe quem eu sou, o carro que dirijo, onde trabalho. Desde sexta-feira não durmo mais, acordo com o ‘flash’ do que vivi”, disse à reportagem.
O crime aconteceu quando a mulher seguia para a Praia de Gaibu com as duas filhas adolescentes e uma amiga. Durante uma blitz na PE-60, um dos agentes afirmou que o carro dela tinha débitos e pediu que ela descesse. No interior do posto, segundo o relato, o policial a conduziu até um dormitório, apagou a luz e a obrigou a praticar sexo oral.
Após o abuso, o agressor teria entregado uma toalha para que ela se limpasse e mandado que tomasse dois copos de água para eliminar vestígios biológicos.
O caso foi denunciado à Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) e é acompanhado pela Delegacia da Mulher do Cabo.
“É uma violência que choca o Estado e exige resposta rápida. Não vamos tolerar abusos dentro das corporações”, concluiu o secretário Alessandro Carvalho.
🚨 ESTUPRO DENTRO DE POSTO POLICIAL!
😡 Mulher denuncia PM por abuso durante abordagem no Cabo de Santo Agostinho
Uma mulher de 48 anos denunciou um policial militar por estupro dentro do Posto do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv), próximo ao Shopping Costa Dourada, no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife.
📅 O caso aconteceu na sexta (10) à noite e foi registrado no sábado (11) na Delegacia da Mulher.
⚠️ ABORDAGEM VIROU PESADÊLO
Segundo o depoimento, a mulher viajava com as duas filhas (16 e 9 anos) e uma amiga quando foi parada por três policiais.
Após entregar os documentos, um dos agentes afirmou haver multas e débitos no carro e pediu que ela o acompanhasse até uma sala interna.
🚨 Dentro do cômodo, o policial apagou as luzes e a obrigou a praticar sexo oral.
Após o crime, ele fez comentários de cunho sexual e a liberou em seguida.
🧾 DENÚNCIA E RECONHECIMENTO
A vítima procurou a Delegacia da Mulher do Cabo no dia seguinte e reconheceu o suspeito por foto.
Roupas foram recolhidas para perícia, mas ela não chegou a ser encaminhada ao IML.
A mulher disse temer represálias, já que o PM teve acesso aos dados pessoais dela durante a abordagem.
O caso foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar, que deve identificar os outros dois policiais presentes no posto.
📄 O boletim foi assinado na presença de uma representante da Secretaria da Mulher do Recife.
⚖️ REAÇÃO DAS AUTORIDADES
A advogada Maria Júlia Leonel, da OAB-PE, afirmou que o caso mobilizou entidades de direitos humanos e o GAJOP, que montaram uma frente de apoio à vítima.
A Secretaria da Mulher de Pernambuco prometeu acompanhar o caso e cobrar respostas da SDS.
🪖 O QUE DIZ A POLÍCIA MILITAR
A PMPE confirmou a denúncia e determinou a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM).
🚔 Os policiais envolvidos serão afastados das ruas enquanto durarem as investigações.
“A PM lamenta o fato e garante que todas as medidas serão tomadas para assegurar justiça e preservar os valores éticos da corporação”, informou a nota oficial.
🔴 INDIGNAÇÃO
O caso chocou a população e gerou revolta nas redes sociais.
⚡ Uma violência cometida dentro de um posto policial — onde a vítima deveria estar segura.
A pergunta que fica: quem protege quando quem devia proteger se torna o agressor?