“Vamos governar a Venezuela”, diz Trump após prisão de Maduro e ataque militar dos EUA

Presidente americano afirma que tropas permanecerão no país até transição política e anuncia entrada de empresas dos EUA no setor de petróleo

Donald Trump divulgou imagem de presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pela primeira vez no início da tarde de hoje

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que os EUA vão governar a Venezuela após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado durante uma operação militar de grande escala conduzida por forças americanas.

Em pronunciamento feito em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump declarou que tropas dos Estados Unidos já estão no território venezuelano e permanecerão no país até que seja estabelecida uma “transição segura, adequada e sensata”para um novo governo.

“Estamos lá agora e ficaremos até que uma transição apropriada aconteça. Vamos governar o país, essencialmente, até que isso ocorra”, afirmou Trump.

Operação militar e captura de Maduro

Segundo o presidente americano, a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, ocorreu em “questão de segundos”, sem possibilidade de reação. Trump disse que acompanhou a operação em tempo real, cercado por autoridades militares de alto escalão.

A ofensiva contou com um grande número de helicópteros e aeronaves militares, após dias de ensaios e espera por condições climáticas favoráveis. Trump comparou a ação à operação realizada contra instalações nucleares do Irã em 2025.

“Foi como assistir a um programa de TV. A velocidade e a precisão foram impressionantes. Um trabalho extraordinário”, declarou à Fox News.

De acordo com Trump, não houve mortes durante a operação, embora alguns militares americanos tenham sofrido ferimentos leves.

Ameaça a autoridades venezuelanas

Em tom duro, Trump enviou um recado direto às lideranças políticas e militares da Venezuela:

“Todas as figuras políticas e militares precisam entender que o que aconteceu com Maduro pode acontecer com elas, se não forem justas com o seu povo.”

O presidente afirmou ainda que novos ataques não estão descartados, embora considere que uma segunda ofensiva “provavelmente não será necessária” devido ao sucesso da primeira.

Petróleo e interesses econômicos

Trump também anunciou que grandes empresas petrolíferas americanas devem entrar na Venezuela para reestruturar o setor energético do país.

Segundo ele, a produção venezuelana estava muito abaixo do potencial e será retomada com investimentos bilionários dos EUA.

“Vamos levar nossas maiores companhias de petróleo. Elas vão consertar a infraestrutura, investir bilhões e começar a gerar riqueza para o país”, disse.

Maduro será julgado nos Estados Unidos

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, confirmou que Maduro e sua esposa serão julgados em solo americano, no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, por acusações de narcotráfico e terrorismo.

Maduro havia sido denunciado em 2020 por conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína e uso de organizações armadas contra os Estados Unidos.

Trump afirmou que o casal está sob custódia em um navio da Marinha americana, a caminho de Nova York.

Reação da Venezuela e tensão regional

O governo venezuelano classificou os ataques como uma “grave agressão militar” e decretou estado de emergência nacional. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou não saber o paradeiro de Maduro e exigiu uma prova de vida.

Explosões foram registradas em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, segundo autoridades locais. Vídeos mostram colunas de fumaça e sobrevoo intenso de aeronaves durante a madrugada.

Os EUA também proibiram voos comerciais sobre o espaço aéreo venezuelano, alegando risco à segurança.

Repercussão internacional

A ação americana gerou forte reação internacional. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva classificou o ataque como uma “afronta gravíssima à soberania” da Venezuela e pediu resposta da comunidade internacional por meio da ONU.

Já o presidente argentino Javier Milei comemorou a captura de Maduro, afirmando que “a liberdade avança”.

A Venezuela solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, enquanto países europeus pediram contenção e respeito ao direito internacional.

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