đŽ ARQUITETO Ă AGREDIDO COM SOCO NO CARNAVAL DE OLINDA E DENUNCIA ATAQUE HOMOFĂBICO

VĂtima afirma ter sido cercada por grupo de cerca de 15 jovens no bairro do Carmo; caso Ă© investigado pela PolĂcia Civil
Um arquiteto e artista denunciou ter sido vĂtima de agressĂŁo fĂsica e ofensas homofĂłbicas durante o Carnaval de Olinda. O caso aconteceu no domingo (15), por volta das 21h, no bairro do Carmo, no SĂtio HistĂłrico.
Augusto Mendonça contou que estava vestido como drag queen quando foi abordado por um grupo de jovens. Segundo ele, após ser alvo de xingamentos, recebeu um soco no olho.
De acordo com o relato, o arquiteto havia ido ao SĂtio HistĂłrico para encontrar amigos. Ele deixou o carro estacionado no Varadouro e o celular dentro do veĂculo, por receio de assalto. ApĂłs nĂŁo conseguir localizar os amigos, decidiu retornar para casa.
Foi nesse momento que ocorreu a agressĂŁo.
âUm dos jovens gritou: âQue bicha feia da p****â. Eu respondi âboa noiteâ e continuei andando. Pouco depois, mais de dez rapazes se aproximaram. Quando um deles chegou perto de mim, deu um soco forte no meu olhoâ, relatou.
Augusto afirmou que ficou desorientado após o impacto e começou a sangrar. Mesmo ferido, evitou reagir.
âEles continuaram andando normalmente. Eu nĂŁo ia enfrentar 15 pessoasâ, disse.
O arquiteto caminhou até encontrar um ambulante, que lhe forneceu gelo para conter o inchaço. Em seguida, seguiu até o carro e retornou ao Recife, onde procurou atendimento na UPA dos TorrÔes. Ele foi medicado, realizou exames e passou por curativo.
Segundo a vĂtima, o episĂłdio sĂł foi divulgado nas redes sociais na quarta-feira (18), apĂłs ele reunir coragem para tornar pĂșblico o ocorrido.
âFiquei com vergonha, com medo. Disse Ă minha mĂŁe que tinha caĂdo da rede. Mas eu nĂŁo podia mais guardar issoâ, afirmou.
Na quinta-feira, Augusto registrou boletim de ocorrĂȘncia na Delegacia do Varadouro e passou por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML).
A PolĂcia Civil informou que investiga o caso e busca identificar os envolvidos.
Augusto, que tambĂ©m Ă© ator e bailarino, disse que decidiu tornar o caso pĂșblico para denunciar a violĂȘncia contra a população LGBTQIA+.
âQuando eu saio montado, sei que posso sofrer preconceito. Mas isso faz parte da minha luta. Eu nĂŁo vou desistirâ, declarou.