đšÂ Ex-assessor do TSE protocola pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes no Senado

O ex-assessor do TSE Eduardo Tagliaferro protocolou, nesta terça-feira (11), um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Senado Federal.
O documento, assinado pelo advogado Paulo César Rodrigues de Faria e datado de 11 de novembro de 2025, acusa Moraes de parcialidade e abuso de autoridade, alegando que o ministro teria atuado em processos nos quais seria suspeito ou impedido, o que configuraria, segundo a petição, crime de responsabilidade.
Na representação, Tagliaferro afirma que Moraes âĂ© vĂtima, acusado e juizâ em açÔes que o envolvem diretamente, e que o magistrado teria âdeterminado de ofĂcio sua prisĂŁo e extradição junto Ă Justiça italianaâ, alĂ©m de ter âproferido julgamento quando, por lei, era suspeito na causaâ.
O texto alega que tais condutas ferem princĂpios constitucionais, como o devido processo legal, a ampla defesa e a imparcialidade judicial.
âA imparcialidade Ă© o alicerce da jurisdição. O juiz que atua como interessado e julgador compromete a neutralidade e invalida a essĂȘncia da Justiçaâ, diz o documento.
A defesa de Tagliaferro também cita precedentes do próprio STF, entre eles o HC 164.493/PR, relatado por Edson Fachin, que reconhece a perda de imparcialidade de um magistrado como motivo para anulação de decisÔes.
No pedido, o ex-assessor solicita que o Senado abra processo de afastamento de Moraes âpela prĂĄtica consumada de crime de responsabilidadeâ e o acusa de conduzir processos com âcunho pessoal, persecutĂłrio e vingativoâ.
O pedido foi encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UniĂŁo Brasil), que deve decidir se darĂĄ andamento ou arquivarĂĄ o processo.
đ§© Contexto paralelo
A ofensiva de Tagliaferro ocorre enquanto o STF julga denĂșncia da Procuradoria-Geral da RepĂșblica (PGR) contra ele. A Primeira Turma da Corte jĂĄ formou maioria para tornĂĄ-lo rĂ©u por coação no curso do processo, obstrução de investigação, violação de sigilo funcional e tentativa de abolição violenta do Estado DemocrĂĄtico de Direito.
O relator do caso é Alexandre de Moraes, e os ministros Cristiano Zanin e Flåvio Dino jå acompanharam seu voto. O julgamento, em plenårio virtual, segue até o dia 14 de novembro.