CRISE BILIONÁRIA EM BANCO DE EDIR MACEDO PODE MUDAR JOGO POLÍTICO DE 2026, APONTA BASTIDOR

A crise financeira envolvendo o banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, começou a provocar reflexos diretos nos bastidores da corrida presidencial de 2026. Segundo análise publicada na newsletter Jogo Político, do jornalista Thiago Prado, a tentativa de salvar o banco, que enfrenta um rombo estimado em R$ 8,5 bilhões, pode influenciar a posição do Republicanos na disputa pelo Palácio do Planalto. 

De acordo com a publicação, a cúpula do Republicanos estaria priorizando uma solução para o Digimais antes de definir apoio formal a qualquer candidatura presidencial. Nos bastidores, integrantes da legenda avaliam que manter uma postura mais neutra pode facilitar negociações financeiras e institucionais envolvendo o banco. 

A reportagem destaca que, desde a Semana Santa, houve uma mudança perceptível no discurso da Igreja Universal em relação ao governo Lula. Apesar de lideranças religiosas terem sinalizado críticas públicas ao PT durante eventos religiosos realizados em março, o tom foi suavizado nas semanas seguintes. O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, passou inclusive a admitir publicamente a possibilidade de não apoiar Flávio Bolsonaro na eleição presidencial. 

Segundo a análise, essa mudança ocorreu no mesmo período em que avançaram as negociações para uma possível compra do Digimais pelo BTG Pactual, operação que dependeria de um aporte bilionário do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O fundo possui participação de bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, o que aumenta a importância de uma boa relação com o Palácio do Planalto. 

A situação ficou ainda mais delicada após o escândalo envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o texto, o caso aumentou a resistência do mercado e de órgãos financeiros em apoiar operações de resgate de instituições bancárias em dificuldade. 

A reportagem também cita investigações e denúncias envolvendo o Digimais. Uma delas aponta suspeitas de venda de carteiras de crédito falsas avaliadas em cerca de R$ 650 milhões. Outra revelou que parte das carteiras repassadas pela instituição apresentava índices elevados de inadimplência. 

Diante da pressão financeira, Edir Macedo estaria disposto a colocar recursos próprios no banco para tentar evitar um colapso maior. Segundo a publicação, o líder religioso já havia feito aportes anteriores para reforçar o caixa da instituição. 

Enquanto tenta administrar a crise financeira e política, o Republicanos segue sem definir oficialmente seu caminho para 2026. Nos bastidores, nomes alternativos começaram a circular dentro da legenda, incluindo possíveis candidaturas próprias à Presidência da República. 

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