🚨 Preço dos alimentos vira bomba para Lula: 72% já sentem alta e governo enfrenta piora na avaliação

A alta no preço dos alimentos se consolidou como o principal fator de insatisfação econômica no país e já atinge 72% dos brasileiros, segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O cenário pressiona a avaliação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que segue em trajetória de desgaste a menos de seis meses das eleições de 2026.
O levantamento, realizado entre 9 e 13 de abril com 2.004 entrevistados, mostra que 52% desaprovam o governo, enquanto 43% aprovam — ampliando a distância negativa observada desde o início do ano.
De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o principal fator por trás da piora na percepção é justamente a inflação dos alimentos. Em um mês, o percentual de brasileiros que percebem aumento nos preços subiu de 59% para 72%.
Além disso, o endividamento das famílias segue em alta: 72% dos entrevistados afirmam ter muitas ou poucas dívidas a pagar, contra 65% no ano passado.
Na avaliação econômica, metade da população (50%) acredita que o país piorou nos últimos 12 meses, enquanto apenas 21% percebem melhora.
Mesmo com medidas como a isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil e o programa Desenrola Brasil, a percepção de impacto ainda é limitada: 66% dizem não ter sentido efeitos da isenção.
No cenário eleitoral, a disputa também mostra acirramento. Em um eventual segundo turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 42% de Flávio Bolsonaro (PL), configurando empate técnico dentro da margem de erro.
Segundo a Quaest, o ambiente econômico e a percepção de piora no custo de vida seguem como principais desafios do governo na tentativa de recuperar popularidade.