PL pede cassação de Soraya Thronicke após acusação de estupro contra relator da CPI do INSS

Partido de Bolsonaro alega calúnia e quebra de decoro parlamentar; senadora cobra teste de DNA e diz que se retrata se acusação for falsa
O Partido Liberal (PL) decidiu pedir a cassação do mandato da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) após ela acusar o relator da CPI do INSS, Alfredo Gaspar (PL-AL), de estupro de vulnerável e fraude processual durante a leitura do relatório final da comissão.
A representação será encaminhada ao Conselho de Ética do Senado e sustenta que a conduta da parlamentar configura calúnia e quebra de decoro parlamentar.
Acusação ocorreu durante leitura do relatório da CPI
As declarações de Soraya foram feitas durante a apresentação do relatório final da CPI do INSS, que pediu o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Lulinha, Daniel Vorcaro e ex-ministros dos governos Lula e Jair Bolsonaro.
Além da fala no Senado, a senadora também acionou a Polícia Federal, junto com Lindbergh Farias (PT-RJ), para apuração das denúncias envolvendo o deputado.
PL fala em calúnia e pede punição
Na representação, o PL — presidido por Valdemar Costa Neto e com liderança de Carlos Portinho no Senado — afirma que Soraya fez acusações graves sem apresentar provas.
Segundo o partido, o próprio Alfredo Gaspar esclareceu que o caso citado envolve um primo que teria mantido relação com uma mulher de 21 anos, em Alagoas, quando ainda era menor de idade, e não o deputado.
O documento sustenta que a acusação pública sem comprovação configura quebra de decoro e pode justificar a perda do mandato.
Senadora cobra teste de DNA
Soraya Thronicke, por sua vez, afirmou que espera esclarecimentos definitivos sobre o caso e defendeu a realização de um teste de DNA.
A senadora declarou que, caso a inocência do deputado seja comprovada, está disposta a se retratar publicamente.
Caso pode ir direto à Mesa do Senado
Como o Conselho de Ética ainda não foi instalado neste ano, a representação pode ser encaminhada diretamente à Mesa Diretora do Senado.
O PL pede a abertura de processo disciplinar e defende que, ao final da análise, seja aplicada a punição cabível, que pode incluir a cassação do mandato ou outras sanções previstas no regimento.