🚨 Homem que invadiu júri e atirou em acusado de matar seu pai é absolvido em Pernambuco

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri absolveu Cristiano Alves Terto, acusado de invadir uma sessão de julgamento e atirar contra o homem apontado como responsável pela morte de seu pai. A decisão foi tomada no Recife, no dia 10 de abril.
⚖️ Jurados reconheceram o crime, mas decidiram pela absolvição
De acordo com a sentença, os jurados entenderam que Cristiano foi o autor dos disparos e que houve tentativa de homicídio, interrompida por circunstâncias alheias à sua vontade.
Mesmo assim, no quesito final — que permite decidir pela absolvição — a maioria optou por inocentá-lo. A decisão segue o princípio da soberania dos veredictos do Tribunal do Júri, previsto na Constituição, que autoriza os jurados a absolver sem necessidade de justificar o motivo.
🕊️ Réu pode ser solto
Com o resultado, a Justiça julgou improcedente a acusação e determinou a expedição de alvará de soltura, caso Cristiano não esteja preso por outros motivos.
🔁 Caso foi transferido para o Recife
Inicialmente, o processo tramitava em São José do Belmonte, no Sertão do estado, onde o crime ocorreu. No entanto, o julgamento foi transferido para o Recife para garantir a segurança e a imparcialidade, devido à repercussão e à gravidade do episódio.
🔫 Relembre o caso
O crime aconteceu em 29 de novembro de 2023, dentro do Fórum de São José do Belmonte, durante o julgamento de Francisco Cleidivaldo Mariano de Moura, acusado de matar o pai de Cristiano em 2012.
Imagens de segurança registraram o momento em que Cristiano entrou armado no plenário, se aproximou do réu e efetuou disparos. Em seguida, ele ainda agrediu a vítima, provocando pânico entre os presentes.
Francisco Cleidivaldo sobreviveu ao ataque.
⚠️ Motivação remonta a crime anterior
O episódio tem origem em um homicídio ocorrido anos antes, após uma discussão na zona rural envolvendo o pai de Cristiano e o acusado. Na época, o réu confessou o crime, e a vítima morreu dias depois.
📌 Decisão reacende debate
A absolvição, mesmo com o reconhecimento da autoria, reacende discussões sobre o papel do Tribunal do Júri e a possibilidade de decisões baseadas em fatores subjetivos, como clemência ou contexto emocional.