Anvisa manda recolher lote de água Crystal após detectar bactéria; mais de 374 mil garrafas foram distribuídas

Produto foi enviado para quatro estados e teve comercialização suspensa após exames confirmarem a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa. Consumidores devem verificar o número do lote na embalagem.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (3) o recolhimento imediato de um lote da água mineral Crystal após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. Além do recolhimento, a agência também suspendeu a comercialização, distribuição e uso do lote afetado em todo o país.
A medida atinge o lote P 200126, fabricado pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás. A companhia integra o Sistema Coca-Cola, responsável pela marca Crystal, uma das mais populares do mercado brasileiro.
Segundo a Anvisa, o lote investigado contém aproximadamente 374,4 mil garrafas de 500 ml, que foram distribuídas para o Distrito Federal, Goiás, Tocantins e São Paulo.
Como identificar o lote afetado
A identificação do lote e da data de validade está impressa diretamente no corpo da garrafa. A orientação é que os consumidores verifiquem atentamente essas informações antes de consumir o produto.
Onde as garrafas foram distribuídas
De acordo com informações fornecidas pela fabricante, as unidades foram comercializadas da seguinte forma:
- Distrito Federal: 230.443 garrafas;
- Goiás: 66.768 garrafas;
- São Paulo: 75.750 garrafas;
- Tocantins: 1.439 garrafas.
Como a contaminação foi descoberta
A investigação teve início após uma coleta de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). A análise laboratorial conduzida pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) detectou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra da água.
O resultado foi posteriormente confirmado por contraprova oficial, culminando na emissão do Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 76.CP.0/2026.
Com a confirmação, a vigilância sanitária determinou a interdição do lote e comunicou o caso à Anvisa, que decidiu ampliar as medidas de segurança para evitar riscos ao consumidor.
O que diz a empresa
Em nota, a Mineração Bom Jesus informou que iniciou imediatamente o processo de recolhimento junto às distribuidoras e afirmou que cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis para venda.
A empresa também declarou ter realizado uma investigação interna e submetido documentação técnica à Anvisa.
Segundo a fabricante, mais de 300 análises adicionais foram feitas em amostras do processo produtivo e dos produtos, sem que fossem encontrados novos indícios de contaminação.
“Desde a notificação, foram realizadas análises em mais de 300 amostras no processo e nos produtos, todas com resultados negativos para quaisquer microrganismos indicadores de contaminação. Considerando o alto giro do produto nos pontos de venda, não há indicação de que esse lote ainda esteja disponível no mercado”, informou a empresa.
O que é a bactéria encontrada
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria que pode estar presente em ambientes úmidos e, em determinadas situações, representar risco à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida. Por esse motivo, a legislação sanitária brasileira estabelece limites rigorosos para sua presença em alimentos e bebidas.
A orientação da Anvisa é que consumidores que possuam garrafas do lote P 200126 interrompam imediatamente o consumo e procurem os canais de atendimento da empresa para orientações sobre troca ou ressarcimento.