Policial
Operação Revocation prende oito e mira grupo ligado a 17 homicídios no Grande Recife
Polícia Civil também investiga extorsões, tráfico e lavagem de dinheiro e bloqueou mais de R$ 800 mil ligados à organização criminosa
A Polícia Civil de Pernambuco prendeu oito pessoas durante a Operação Revocation, deflagrada nesta quarta-feira (12) contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, extorsão, homicídios e lavagem de dinheiro no Grande Recife. Segundo a corporação, o grupo tem ligação com pelo menos 17 assassinatos registrados na região.
A operação cumpriu oito dos nove mandados de prisão expedidos pela Justiça. Um suspeito continua foragido. Além disso, os investigadores apreenderam sete armas de fogo e R$ 92,5 mil em espécie, enquanto a Justiça determinou o bloqueio de R$ 800,6 mil relacionados ao grupo.
As investigações apontam que Alex Bruno Silva dos Santos, de 28 anos, chefiava a organização criminosa. Ele foi sequestrado em João Pessoa, na Paraíba, em fevereiro de 2025, e encontrado morto horas depois em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife.
Grupo atuava no Curado 1 e no Totó
Segundo a delegada Mariana Martins, responsável pelo inquérito, Alex Bruno exercia influência sobre o tráfico em diferentes localidades. No entanto, a principal atuação da organização se concentrava no Curado 1, em Jaboatão dos Guararapes, e no bairro do Totó, na Zona Oeste do Recife.
As duas áreas são vizinhas e, conforme a polícia, enfrentam uma disputa pelo controle do tráfico de drogas. A investigação começou após um homicídio ocorrido no Totó em 2023, quando um integrante da organização morreu ao tentar assassinar um rival. Alex Bruno havia sido preso em João Pessoa também em 2023. Na ocasião, a polícia encontrou diversas armas de fogo e pouco mais de R$ 90 mil.
Mesmo preso, segundo Mariana Martins, ele continuou exercendo influência sobre a organização. A investigação afirma que Alex repassava ordens a integrantes que estavam em liberdade para manter o tráfico e cometer homicídios.
De acordo com a delegada, Alex Bruno costumava ir à Paraíba para se esconder. Ainda assim, a polícia sustenta que ele comandava ações principalmente em bairros do Recife e de Jaboatão dos Guararapes.
Polícia investiga extorsões contra familiares
Além dos crimes relacionados ao tráfico e aos homicídios, a Polícia Civil investiga integrantes do grupo por extorsão e lavagem de dinheiro. Segundo Mariana Martins, até familiares dos próprios criminosos se tornavam alvos das ameaças.
A delegada explicou que alguns integrantes contraíam dívidas com a organização depois de perder drogas em apreensões policiais ou por outros motivos. Diante disso, o grupo pressionava parentes para entregar imóveis e outros bens a pessoas ligadas à quadrilha.
Em um dos episódios investigados, a organização teria usado ameaças para conseguir a transferência de dois imóveis avaliados em aproximadamente R$ 190 mil. Com o avanço das investigações, a Justiça bloqueou R$ 800,6 mil ligados ao patrimônio do grupo.
A Polícia Civil também cumpriu dois mandados de busca e apreensão durante a Operação Revocation. As equipes atuaram no Recife, Igarassu, Abreu e Lima e Jaboatão dos Guararapes, além de João Pessoa, na Paraíba.
Operação apreende armas e mais de R$ 92 mil
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Armas e dinheiro apreendidos pela Polícia Civil durante a Operação Revocation – Foto: Reprodução/g1
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam sete armas de fogo e R$ 92,5 mil em dinheiro. Segundo Mariana Martins, a investigação também reuniu fotografias que mostram o arsenal de armas e a quantidade de drogas atribuída à organização.
Os oito presos seguiram para o Centro de Observação e Triagem Criminológica Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. A Polícia Civil informou que os envolvidos poderão responder por diferentes crimes, conforme a participação de cada um no esquema investigado.
A Operação Revocation continua com um mandado de prisão pendente. Enquanto isso, a polícia segue as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a participação de cada integrante nos crimes atribuídos ao grupo.
Com informações do g1
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