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PF mira advogado de luxo Nelson Wilians por suspeita de lavar dinheiro para bets
O renomado advogado Nelson Wilians, famoso por exibir uma rotina de ostentação nas redes sociais e atuar em causas milionárias, tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (13). A investigação apura um esquema bilionário de evasão de divisas e lavagem de dinheiro vindo de apostas esportivas, com conexões diretas à plataforma Pixbet.
A Justiça Federal autorizou o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados (PB, SP, SE, RJ e PR), além do sequestro de bens e valores no montante de até R$ 1,1 bilhão.
💸 Ostentação e histórico de operações
Com mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram, Wilians ganhou projeção nacional ao transformar o próprio nome em marca, acumulando imagens a bordo de jatinhos, helicópteros, carros esportivos e festas com grandes empresários e políticos. Na advocacia, ganhou holofotes ao atuar em processos de grande repercussão, como a disputa pela herança do apresentador Gugu Liberato.
A ação da PF marca a segunda grande operação contra o advogado em menos de um mês:
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Julho/2026: O escritório NWADV foi alvo do Ministério Público de SP por suspeita de fraudes fiscais de R$ 3,8 bilhões na Sefaz-SP.
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2025: Alvo da Operação Cambota, desdobramento de fraudes investigadas no INSS.
🌐 Como funcionava o esquema das bets
Segundo as investigações da Operação Arena — realizada pela PF em parceria com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda —, o grupo usava uma engenharia financeira internacional para “esquentar” o dinheiro dos jogos de azar:
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Envio para o exterior: Os valores recolhidos nas apostas eram remetidos fora do país via empresas de compensação financeira.
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Paraíso fiscal: O montante desembarcava em uma empresa de fachada sediada em Curaçao, no Caribe.
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Repatriamento “legal”: Para fazer o dinheiro retornar ao Brasil com aparência de legalidade, eram emitidas notas fiscais falsas por suposta prestação de serviços, direcionando os recursos já limpos para empresas e pessoas físicas no país.
Os envolvidos são investigados por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
🛡️ O outro lado
Em nota, o escritório NWADV, comandado por Nelson Wilians, afirmou que “a relação entre o escritório e a PixBet é estritamente profissional e decorre da prestação de serviços de advocacia”. A defesa da Pixbet ainda não havia se manifestado até a última atualização.
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