Política
Tarcísio diz que SP cumprirá ordem do STF sobre caso Dark Horse
Governador afirmou que Polícia Civil enviará à PF documentos apreendidos em investigação sobre ONG ligada à produtora do filme
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (25) que a Polícia Civil cumprirá a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso “Dark Horse”. A ordem determina o envio à Polícia Federal (PF) de documentos apreendidos em uma investigação sobre uma ONG ligada à produtora do filme.
A determinação partiu do ministro Flávio Dino. Além disso, ele fixou prazo de cinco dias para que a Polícia Civil entregue o material à PF.
Os dados fazem parte da Operação Wi-Fi, realizada em junho em São Paulo. Na ocasião, a Polícia Civil investigou suspeitas de irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões por ano firmado com a Prefeitura de São Paulo.
Entre os alvos estava o Instituto Conhecer Brasil (ICB). A entidade tem ligação com Karina Ferreira da Gama, que também integra a Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”.
Ao comentar o caso, Tarcísio afirmou que a Polícia Civil seguirá a ordem judicial. Além disso, o governador rejeitou acusações de que os investigadores estariam atrasando as apurações por razões políticas.
Segundo ele, a corporação conduz o trabalho de forma técnica e independente. Por isso, Tarcísio classificou como desrespeitosas as críticas de que a polícia estaria retardando diligências.
PF terá acesso a dados apreendidos

Tarcísio de Freitas conversa com agentes da Guarda Civil Metropolitana durante evento em São Paulo – Foto: Reprodução
A Polícia Civil recebeu a decisão do STF na segunda-feira (24). Agora, a corporação deverá enviar dados brutos, extrações de celulares e documentos recolhidos durante a Operação Wi-Fi.
Além disso, o delegado responsável pelo caso em São Paulo já entrou em contato com a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, em Brasília. O objetivo é organizar a remessa do material.
A Polícia Federal pediu acesso às provas porque considera que elas podem ajudar em outra investigação. Nesse inquérito, a PF apura a suspeita de que recursos de emendas parlamentares possam ter chegado à produção de “Dark Horse”.
Entre os materiais estão dados de computadores e celulares, documentos contábeis, notas fiscais, comprovantes de pagamentos e registros financeiros. Dessa forma, os investigadores poderão comparar as informações com outros elementos já reunidos.
Flávio Dino autorizou o compartilhamento após analisar o pedido da PF. Além disso, o ministro já havia determinado uma apuração da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre emendas destinadas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura.
Enquanto isso, a PF também investiga as relações empresariais de Karina Ferreira da Gama e de suas empresas. A corporação ainda analisa eventuais doações eleitorais relacionadas aos envolvidos.
As apurações continuam. Até o momento, porém, elas não representam conclusão sobre eventual responsabilidade criminal dos investigados.
Com informações do g1
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