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Operação Crédito Oculto mira ex-executivo do Genial e dono da Entre

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Humberto Tupinambá e Antonio Carlos Freixo Junior em montagem

Nova fase da Carbono Oculto apura suspeita de lavagem de dinheiro na compra da distribuidora de combustíveis Terrana

Um ex-executivo do Banco Genial e o dono da Entre Investimentos estão entre os alvos da Operação Crédito Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (24). A ação apura uma suspeita de lavagem de dinheiro na compra da distribuidora de combustíveis Terrana. Para avançar na investigação, agentes cumprem mandados de busca e apreensão em São Paulo e em outros seis estados.

Entre os alvos das buscas estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, seus irmãos André e Bruno Tupinambá e Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro. Dono da Entre Investimentos, Freixo firmou um termo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no início de setembro, conforme o Metrópoles. A operação investiga suspeitas, e os mandados de busca não representam condenação dos alvos.

Compra da Terrana é o foco da Operação Crédito Oculto

Agentes atuam em uma sala durante operação policial

Agentes realizam buscas durante a Operação Crédito Oculto. | Foto: Reprodução

A Operação Crédito Oculto integra a investigação Carbono Oculto, que apura a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis. Nesta fase, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) procura esclarecer se uma estrutura financeira ocultou os responsáveis pela aquisição da Terrana.

De acordo com a investigação, o grupo teria primeiro usado essa estrutura para dissimular o controle de uma usina sucroalcooleira no interior paulista. Depois, os investigados teriam recorrido ao mesmo arranjo para comprar a distribuidora. Assim, os agentes buscam identificar quem controlava as empresas e quem financiou o negócio.

Agente da Receita Federal vistoria uma sala

Agente da Receita Federal examina um imóvel durante as buscas da Operação Crédito Oculto. | Foto: Reprodução

A apuração aponta os empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, chamado de Primo, como chefes dos operadores do suposto esquema. Os dois estão foragidos desde a primeira fase da Carbono Oculto, em agosto de 2025.

Banco Genial diz que Humberto Tupinambá deixou a instituição

Em nota ao Metrópoles, o Banco Genial afirmou que Humberto Tupinambá não integra sua diretoria nem é sócio da instituição desde maio de 2026. O banco disse que entregou ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco-SP) as informações que possuía sobre o Fundo Radford e as empresas Berna e Branson Holdings. Além disso, informou que fez as comunicações cabíveis ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Humberto Tupinambá fala ao microfone em evento

Humberto Tupinambá, ex-executivo do Banco Genial, está entre os alvos de buscas da Operação Crédito Oculto. | Foto: Reprodução

Segundo o Genial, a instituição abriu uma apuração interna e reviu a governança das operações de crédito após tomar conhecimento dos fatos. Em seguida, afastou o então diretor dos processos decisórios e o destituiu. O banco também afirma que renunciou à administração do Fundo Radford após a deflagração da Carbono Oculto e continuou a fornecer documentos às autoridades.

Freixo também aparece em uma investigação distinta, relacionada ao Banco Master. Nesse caso, a Polícia Federal apura se a Entre Investimentos participou de repasses de Daniel Vorcaro para a produção de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Já a Operação Crédito Oculto tem como foco anunciado a compra da Terrana. Até a publicação da reportagem consultada, as defesas dos demais envolvidos não haviam se manifestado.


Com informações do Metrópoles

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