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Economia

Desemprego cai a 5,2% e Brasil registra maior número de ocupados da série histórica

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Taxa recuou no terceiro trimestre de 2026, enquanto população ocupada chegou a 103,6 milhões e massa de rendimentos bateu recorde

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pnad Contínua.

O resultado representa queda de 0,2 ponto percentual em relação ao segundo trimestre deste ano, quando a taxa estava em 5,4%, e recuo de 0,4 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025, quando o índice havia sido de 5,6%.

É o menor nível já registrado para um terceiro trimestre desde o início da série histórica, em 2012.

Número de desempregados cai para 5,6 milhões

Com a redução da taxa, o número de pessoas desocupadas chegou a 5,6 milhões no país.

Na comparação com o segundo trimestre, houve queda de 4%. Em relação ao mesmo período do ano passado, o número de desempregados recuou 6,9%.

Ao mesmo tempo, a população ocupada atingiu 103,6 milhões de pessoas, o maior nível da série histórica.

O total cresceu 0,6% no trimestre e 1,2% em um ano.

Emprego público bate recorde

O número de trabalhadores no setor público também alcançou um recorde.

Segundo o IBGE, havia 13,2 milhões de empregados no setor público no terceiro trimestre. O total ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas cresceu 2,5% na comparação anual, com acréscimo de aproximadamente 317 mil pessoas.

Já o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, excluindo empregados domésticos, ficou em 39,4 milhões.

Esse grupo permaneceu estável tanto no trimestre quanto na comparação anual.

Trabalho informal também fica estável

Os trabalhadores sem carteira assinada no setor privado somavam 13,7 milhões.

Os trabalhadores por conta própria chegaram a 26,1 milhões, enquanto o número de empregados domésticos foi de 5,4 milhões.

Os três grupos permaneceram relativamente estáveis no trimestre e no ano.

Número de desalentados sobe no trimestre

Apesar da melhora geral do mercado de trabalho, o número de pessoas desalentadas aumentou.

Esse grupo reúne quem gostaria de trabalhar, mas desistiu de procurar emprego por acreditar que não conseguiria uma vaga.

No terceiro trimestre, eram 2,5 milhões de pessoas, alta de 7,5% em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, porém, houve queda de 6,8%.

Renda média chega a R$ 3.790

O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790.

O valor permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas cresceu 3,6% em um ano, aumento real de R$ 131.

A massa de rendimento real habitual, que representa a soma de todos os rendimentos do trabalho, chegou a R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica.

O montante avançou 1,5% no trimestre, crescimento de R$ 5,6 bilhões, e 4,7% em um ano, com aumento de R$ 17,5 bilhões.

Mercado de trabalho segue aquecido

Os dados do IBGE mostram que o mercado de trabalho segue em nível elevado de ocupação, com desemprego em queda e renda em crescimento.

Apesar disso, o aumento no número de desalentados mostra que ainda há desafios na absorção de parte da população que está fora do mercado formal de trabalho.

O próximo resultado da Pnad Contínua ajudará a mostrar se a tendência de queda do desemprego será mantida até o fim de 2026.

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