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Filho de Trump repercute acusação de fraude e compartilha post que chama Lula de “próximo Maduro”

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Donald Trump Jr. questionou a prorrogação do horário de votação no Brasil; comparação com Nicolás Maduro foi feita pelo advogado Martin De Luca

Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repercutiu neste domingo (25) críticas ao processo eleitoral brasileiro após a prorrogação do horário de votação no segundo turno. Em seu perfil no X, ele compartilhou uma publicação do advogado Martin De Luca que acusava a eleição de fraude e chamava o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “próximo Nicolás Maduro”.

A comparação com o líder venezuelano, portanto, não foi escrita originalmente por Trump Jr., mas por De Luca, advogado que já atuou em processos envolvendo a Rumble e a Trump Media. Ao compartilhar a postagem, o filho do presidente norte-americano endossou a crítica à forma como ocorreu a extensão do horário de votação.

Trump Jr. afirmou que, caso uma decisão semelhante tivesse ocorrido sob um governo conservador brasileiro, a imprensa norte-americana reagiria de maneira diferente. A declaração foi feita em meio à repercussão internacional da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o funcionamento das seções ainda abertas até as 19h.

Advogado falou em fraude eleitoral

Na publicação compartilhada por Trump Jr., Martin De Luca afirmou que a extensão do horário representaria uma “manipulação” da eleição e questionou se a comunidade internacional reconheceria o resultado como legítimo.

As declarações, contudo, são alegações do advogado. Até o momento, não foi apresentada comprovação pública de fraude eleitoral capaz de invalidar o resultado do segundo turno.

Lula terminou a apuração com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL). O resultado foi reconhecido por diferentes partidos políticos, enquanto Flávio anunciou que pretende contestar a eleição judicialmente.

Entenda a polêmica sobre a prorrogação

A controvérsia começou durante a tarde de domingo, quando as duas campanhas apresentaram pedidos relacionados ao horário de votação.

Às 13h22, a campanha de Lula solicitou extensão do prazo alegando problemas no transporte público em municípios da Bahia. Mais tarde, ampliou o pedido para todo o país. Às 15h50, a campanha de Flávio Bolsonaro também pediu prorrogação, mas limitada a 19 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando chuvas, alagamentos, falta de energia e dificuldades de locomoção.

Às 16h22, a campanha de Lula acionou o STF. Cristiano Zanin foi sorteado relator e, às 17h03, foi divulgada a decisão estendendo o horário até as 19h.

Como parte das urnas já havia sido encerrada, o Tribunal Superior Eleitoral esclareceu posteriormente que somente as seções que ainda permaneciam abertas poderiam continuar recebendo votos. As urnas já fechadas não foram reabertas.

Decisão também repercutiu no exterior

A ampliação do horário de votação ganhou repercussão em veículos internacionais e passou a ser usada por aliados de Donald Trump para questionar o processo eleitoral brasileiro.

Até a madrugada desta segunda-feira (26), porém, Donald Trump não havia se manifestado oficialmente sobre o reconhecimento da reeleição de Lula. As manifestações divulgadas partiram de Trump Jr., de Martin De Luca e de outros aliados políticos ou jurídicos ligados ao campo republicano.

Essa distinção é relevante: a manifestação do filho do presidente norte-americano não equivale, por si só, a uma posição formal do governo dos Estados Unidos.

Flávio também anunciou contestação

Depois da divulgação do resultado, Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhece a eleição nas condições em que ocorreu e anunciou que pretende pedir sua anulação.

O senador também citou a extensão do horário de votação como um dos argumentos de sua contestação. O pedido, caso seja formalizado, terá de ser analisado pelas autoridades competentes e não suspende automaticamente o resultado proclamado.

Até o momento, Lula permanece como vencedor do segundo turno, com 100% das urnas apuradas.

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