DESIGUALDADE VOLTA A CRESCER NO BRASIL EM 2025; RICOS GANHAM QUASE 14 VEZES MAIS QUE POBRES

DISTÂNCIA ENTRE AS CLASSES VOLTOU A AUMENTAR

A desigualdade de renda voltou a crescer no Brasil em 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (8). O levantamento mostra que os 10% mais ricos do país passaram a ganhar 13,8 vezes mais do que os 40% mais pobres da população.

Em 2024, essa diferença era de 13,2 vezes.

Apesar da alta, o índice ainda permanece abaixo dos níveis registrados antes da pandemia da Covid-19, quando a desigualdade atingiu um dos maiores patamares da série histórica.


RENDA DOS MAIS RICOS ULTRAPASSA R$ 9 MIL

De acordo com a pesquisa da Pnad Contínua, a renda média dos 10% mais ricos chegou a R$ 9.117 em 2025.

Já os 40% mais pobres tiveram rendimento domiciliar per capita médio de apenas R$ 663.

Embora esse valor represente o maior já registrado para essa faixa da população, especialistas alertam que o crescimento da renda dos mais pobres perdeu força neste ano.


CRESCIMENTO DOS MAIS POBRES DESACELEROU

Os dados apontam que a renda dos brasileiros mais pobres cresceu 4,7% em relação a 2024.

O avanço, no entanto, foi menor do que nos anos anteriores:

  • 12,9% em 2023;
  • 9,5% em 2024;
  • 4,7% em 2025.

Enquanto isso, a renda média nacional avançou 6,9%, acima do crescimento registrado entre os mais pobres.

Na prática, isso significa que, embora a renda tenha aumentado para quase toda a população, os mais ricos cresceram em ritmo maior, ampliando novamente a distância social no país.


RENDA MÉDIA DO BRASILEIRO BATE RECORDE

Mesmo com o aumento da desigualdade, o IBGE informou que a renda média do brasileiro atingiu o maior nível da série histórica.

O rendimento domiciliar per capita chegou a R$ 3.367 em 2025, com crescimento real de 5,4% já descontada a inflação.


ESPECIALISTAS VEEM ALERTA SOCIAL

O novo aumento da desigualdade acende um alerta sobre a recuperação econômica do país.

Economistas apontam que o avanço mais lento da renda entre os mais pobres pode aumentar dificuldades relacionadas ao consumo, ao acesso a serviços básicos e à qualidade de vida da população vulnerável.

Os números também reforçam o desafio do governo federal em reduzir a distância social em meio ao aumento do custo de vida e do endividamento das famílias brasileiras.

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