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Economia

Magalu tem prejuízo de R$ 50,4 milhões no 2º trimestre de 2026

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Magazine Luiza teve queda na receita líquida e no Ebitda ajustado, enquanto reforçou a estratégia de rentabilidade nos canais digitais

O Magazine Luiza registrou prejuízo líquido de R$ 50,4 milhões no segundo trimestre de 2026, segundo balanço financeiro divulgado nesta quinta-feira (6). A companhia também apresentou queda na receita líquida e no Ebitda ajustado em comparação com o mesmo período do ano passado.

A receita líquida do Magalu somou R$ 8,90 bilhões entre abril e junho, o que representa uma queda de 2,6% em um ano. Segundo a empresa, o desempenho refletiu o crescimento das vendas nas lojas físicas e a decisão de priorizar a rentabilidade nos canais digitais.

A companhia informou ainda que o aumento global dos custos de chips de memória afetou as vendas online de informática, telefonia e hardware para computadores. Mesmo com esse impacto, as lojas físicas apresentaram crescimento de 10,3% nas vendas durante o trimestre.

O Ebitda ajustado chegou a R$ 708,8 milhões, com recuo de 2,5% na comparação anual. A margem Ebitda ficou em 8%, enquanto a margem bruta avançou 0,1 ponto percentual. De acordo com o Magazine Luiza, o resultado também refletiu o controle das despesas operacionais e o desempenho da Luizacred.

Magalu reduz investimentos e aposta em novos canais de venda

Os investimentos da companhia caíram 24,8% no segundo trimestre e somaram R$ 155,1 milhões. A área de tecnologia concentrou 80% desse valor, o equivalente a R$ 124,1 milhões investidos no período.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, o Magalu registrou prejuízo líquido de R$ 84,3 milhões, considerando o resultado sem eventos extraordinários. No mesmo período de 2025, a empresa havia registrado lucro líquido de R$ 13 milhões. A receita líquida acumulada no primeiro semestre caiu 2,3% e alcançou R$ 18,10 bilhões. Já o Ebitda ajustado recuou 4% e terminou o período em R$ 1,43 bilhão.

Segundo o Magazine Luiza, 2026 marcou o início de um novo ciclo estratégico para a companhia. A empresa ampliou pontos físicos e passou a fortalecer a operação própria de vendas em canais de terceiros.

A diretoria afirmou que pretende retomar o crescimento das vendas online sem comprometer a rentabilidade. Para isso, o grupo aposta na comercialização de produtos por meio de plataformas de terceiros como parte da nova estratégia para ampliar o alcance digital.


Com informações do Uol

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