Brasil
Dino proíbe Mario Frias de sair do país após operação da PF
Ministro também impede contato entre os 29 alvos da Operação Make Up, que investiga suspeitas de desvio de emendas parlamentares.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o deputado federal Mario Frias (PL-SP) de deixar o país e de manter contato com outros investigados. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (10), no âmbito da Operação Make Up.
A restrição também alcança os demais alvos da operação. Ao todo, 29 pessoas ficam proibidas de sair do Brasil e de manter contato entre si enquanto a investigação avança.
As medidas têm caráter cautelar e não representam condenação. O objetivo é preservar o andamento da apuração conduzida pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU).
PF investiga possível desvio de recursos públicos

Karina Gama e Mario Frias, alvos da Operação Make Up, aparecem juntos em um evento. | Foto: Reprodução
A Operação Make Up cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. No entanto, o novo desdobramento desta quinta-feira está nas restrições impostas por Dino aos investigados.
Além de Mario Frias, a produtora Karina Gama também está entre os principais alvos da ação. Duas entidades ligadas a ela, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), também receberam buscas.
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado teria direcionado recursos públicos para empresas subcontratadas irregularmente. Os investigadores apuram ainda se houve pagamentos sem comprovação da prestação dos serviços.
Emenda de R$ 2 milhões está sob análise
A CGU também identificou indícios de irregularidades em uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões indicada por Mario Frias. Os recursos tiveram como destino entidades ligadas a Karina Gama, segundo a investigação.
Frias atua como roteirista e produtor-executivo do filme “Dark Horse”, produção ainda não lançada sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Operação Make Up, porém, concentra-se na possível destinação irregular de recursos de emendas parlamentares.
A apuração envolve suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. As investigações continuam, e os envolvidos seguem na condição de investigados.
Com informações do g1
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