Quaest: Lula volta a passar Flávio Bolsonaro e eleição segue em clima de guerra voto a voto


Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 42% contra 41% de Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno; disputa permanece empatada dentro da margem de erro.
disputa presidencial de 2026 segue totalmente aberta. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a aparecer numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno.
Segundo o levantamento, Lula registra 42% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 41%. Apesar da vantagem numérica do petista, os dois seguem tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
O cenário representa uma virada em relação à pesquisa anterior, divulgada em abril, quando Flávio Bolsonaro havia ultrapassado Lula pela primeira vez e aparecia com 42%, contra 40% do presidente.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistas em todo o país.
No primeiro turno, Lula também lidera. O presidente aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 33%.
Na sequência surgem Ronaldo Caiado e Romeu Zema, ambos com 4%. Outros nomes testados aparecem abaixo de 2%.
O levantamento ainda aponta um dado que preocupa os dois principais adversários: tanto Lula quanto Flávio lideram os índices de rejeição.
De acordo com a Quaest, 54% dos entrevistados afirmaram conhecer Flávio Bolsonaro e não votariam nele. Lula aparece logo atrás, com 53% de rejeição.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, auxiliares avaliam que a recuperação numérica de Lula pode estar ligada à viagem recente do presidente aos Estados Unidos, onde se reuniu com Donald Trump.
Segundo a própria pesquisa, 60% dos entrevistados disseram considerar positiva a reunião entre os dois líderes. Para 43%, Lula saiu politicamente fortalecido do encontro.
O levantamento também foi realizado após o lançamento do Desenrola 2.0, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas bancárias.
Mesmo assim, os números mostram um cenário altamente polarizado e indicam que a eleição presidencial de 2026 deve ser uma das mais disputadas dos últimos anos.

