🚨 VOO DE EMPRESÁRIO COM PARLAMENTARES VIRA ALVO DA PF E CHEGA AO STF EM INVESTIGAÇÃO DE CONTRABANDO

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar suspeitas de descaminho ou contrabando envolvendo um voo privado ligado a um empresário do setor de apostas online. O caso ganhou repercussão nacional após a identificação de passageiros com foro privilegiado, o que levou o processo a ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o relatório da PF, a aeronave partiu da ilha de Saint Martin, no Caribe — região considerada um paraíso fiscal — e pousou no Aeroporto Executivo de Catarina, em São Roque (SP), no dia 20 de abril de 2025.
Entre os passageiros estavam o empresário Fernando Oliveira Lima e quatro parlamentares federais: o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira e os deputados Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões.
De acordo com a investigação, há suspeitas relacionadas ao desembarque de bagagens que não teriam passado pelo procedimento padrão de raio-X. Um funcionário ligado ao voo teria transportado volumes sem a devida fiscalização, o que foi registrado por câmeras de segurança do aeroporto.
A PF destaca que ainda não foi possível identificar os proprietários dessas bagagens, nem afirmar qualquer vínculo direto dos passageiros com eventuais irregularidades. O inquérito segue em fase inicial de apuração.
Por envolver autoridades com prerrogativa de foro, o caso foi remetido ao STF e distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, que encaminhou o material à Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestação.
Em nota, o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que cumpriu todos os protocolos previstos na legislação aduaneira e que aguarda o posicionamento da PGR. Os demais parlamentares citados ainda não se manifestaram publicamente.
O empresário responsável pela aeronave afirmou que as bagagens mencionadas pertenciam ao comandante do voo e que todos os procedimentos teriam ocorrido de forma regular.

A investigação também surgiu a partir de apurações paralelas envolvendo um auditor fiscal já investigado por suspeita de facilitação em outros casos de descaminho.
A Polícia Federal ressalta que não há, até o momento, conclusão sobre participação de qualquer autoridade nos fatos investigados. O caso segue sob análise do STF e aguarda manifestação da PGR para os próximos encaminhamentos.
