Ancelotti segura Endrick na Copa por motivo tático; entenda por que joia da Seleção segue no banco

Atacante tem impressionado quando entra em campo, mas comissão técnica vê necessidade de evolução sem a bola para ganhar mais espaço no Mundial
Apesar do bom desempenho sempre que recebe oportunidades, Endrick ainda não conquistou a confiança total do técnico Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo. A explicação passa menos pelos gols e mais por uma questão considerada fundamental pelo treinador italiano: a disciplina tática.
O jovem atacante, apontado como uma das maiores promessas do futebol mundial, voltou a chamar atenção após ficar no banco durante o empate em 1 a 1 com o Marrocos, na estreia do Brasil no Mundial. Mesmo após críticas ao centroavante Igor Thiago, titular da posição, Endrick não foi acionado por Ancelotti.
A decisão gerou questionamentos entre torcedores e analistas, especialmente porque o camisa 9 teve impacto imediato nos amistosos contra Croácia, Panamá e Egito.
O que incomoda Ancelotti
Segundo apuração do UOL, Ancelotti considera Endrick um jogador de enorme potencial e acredita que ele pode ser decisivo ainda nesta Copa do Mundo. No entanto, o treinador entende que o atacante precisa evoluir em aspectos táticos para assumir um papel maior na equipe.
A principal preocupação está relacionada ao posicionamento sem a bola.
O italiano exige que seu centroavante seja a primeira peça de pressão sobre a saída de bola adversária. Para isso, é necessário permanecer em posições avançadas e cumprir rigorosamente a função estabelecida pela comissão técnica.
Endrick, porém, tem como característica natural recuar frequentemente para participar da construção das jogadas. Embora essa movimentação ajude na criação ofensiva, ela faz com que o atacante abandone a zona onde deveria iniciar a pressão defensiva.
Talento e improviso ainda pesam
Pessoas que acompanham o dia a dia da Seleção relatam que uma das marcas do futebol de Endrick é justamente a capacidade de improvisação.
Nos treinamentos, o atacante demonstra qualidade técnica acima da média, mas nem sempre assimila imediatamente as orientações passadas pela comissão técnica.
Um exemplo citado por integrantes do ambiente da Seleção é que, mesmo após receber instruções específicas para executar determinada jogada, o jogador costuma repetir movimentos baseados em sua própria leitura do lance.
Essa característica é vista internamente como algo comum para atletas muito jovens e não é tratada como um problema disciplinar.
Comissão vê evolução como questão de tempo
Apesar das ressalvas, Ancelotti e seus auxiliares mantêm grande confiança no potencial do atacante.
A avaliação interna é de que Endrick atravessa um processo natural de amadurecimento e que a evolução tática virá com mais experiência em alto nível.
Integrantes do estafe do jogador defendem que suas atuações mostram que ele já está pronto para receber mais minutos e argumentam que seu impacto ofensivo tem sido evidente sempre que entra em campo.
Mesmo assim, a comissão técnica acredita que o jovem ainda precisa demonstrar maior consciência tática para ganhar espaço definitivo entre os titulares.
Próximo desafio da Seleção
A expectativa agora é saber se Endrick receberá uma oportunidade maior na próxima partida do Brasil.
A Seleção Brasileira volta a campo na próxima sexta-feira (19), quando enfrenta o Haiti, na Filadélfia, pela segunda rodada da Copa do Mundo.
Com a pressão da torcida aumentando e o desempenho dos atacantes sendo observado de perto, a joia brasileira segue como uma das principais armas que Ancelotti ainda mantém guardadas no banco de reservas.





