Economia
Cesta básica pesa no bolso e sobe em 17 capitais; São Paulo tem maior valor do país
Alta em junho foi puxada principalmente pelos preços da carne, do arroz, do feijão, da batata, do tomate e do leite integral, segundo levantamento do Dieese.
O valor da cesta básica aumentou em 17 das 27 capitais brasileiras no mês de junho, segundo pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o Dieese.
As maiores altas foram registradas em Boa Vista, com aumento de 3,28%; Palmas, com 3,01%; e Rio Branco, com 2,20%.
São Paulo foi a capital com a cesta básica mais cara do país. No mês de junho, o conjunto dos alimentos básicos custou R$ 965,47. Em seguida aparecem Cuiabá, com R$ 937,93; Rio de Janeiro, com R$ 920,94; e Florianópolis, com R$ 918,42.
Nas capitais do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju, com R$ 630,40; São Luís, com R$ 654,73; Maceió, com R$ 671,41; e Natal, com R$ 686,07.
De acordo com o Dieese, o aumento foi influenciado pela alta de produtos importantes na mesa dos brasileiros. Subiram, em quase todas as capitais, os preços da carne bovina de primeira, do arroz, do feijão, da batata, do tomate e do leite integral.
Na contramão, alguns itens ficaram mais baratos no período. Foi o caso do café em pó, do açúcar e do óleo de soja, que registraram queda em junho.
O levantamento também mostra o peso da alimentação no orçamento dos trabalhadores. Considerando o salário mínimo líquido, já com o desconto de 7,5% da Previdência Social, o trabalhador comprometeu, em média, 52,02% da renda para comprar os produtos da cesta básica em junho.
O percentual ficou acima do registrado no mesmo período de 2025, quando a cesta consumia 51,13% do salário mínimo líquido.
Com base na cesta mais cara do país, registrada em São Paulo, o Dieese calculou que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas em junho de 2026 deveria ser de R$ 8.110,92.
O valor corresponde a cerca de cinco vezes o salário mínimo atual, de R$ 1.621.
Em junho de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518, o valor necessário estimado pelo Dieese era de R$ 7.416,07, equivalente a 4,89 vezes o piso da época.

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