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Mãe denuncia crianças comendo no chão em creche parceira da Prefeitura do Recife; Seduc nega irregularidades

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Caso envolve o Centro de Progressão Nossa Senhora das Graças, em Jardim São Paulo. Responsável afirma ter recebido fotos e relatos sobre alimentação, descanso e atendimento de crianças; Secretaria de Educação diz que denúncias foram apuradas e não confirmadas.

Uma mãe denunciou supostas irregularidades no funcionamento de uma creche conveniada à Prefeitura do Recife, localizada no Centro de Progressão Nossa Senhora das Graças – Matriz, no bairro de Jardim São Paulo, na Zona Oeste da capital pernambucana.

A unidade integra o Programa Infância na Creche, iniciativa realizada em parceria com a gestão municipal para ampliar a oferta de vagas na Educação Infantil para crianças de 0 a 5 anos.

A denúncia foi feita por Camila Soares, mãe de uma criança de três anos matriculada na instituição. Nas redes sociais, ela relatou uma série de problemas que, segundo afirma, teriam ocorrido dentro da unidade, incluindo crianças fazendo refeições sentadas no chão e dormindo sobre emborrachados finos.

Camila também questionou a estrutura oferecida pela creche e cobrou explicações sobre a existência de colchonetes, que, segundo ela, teriam sido informados pela instituição como disponíveis nas salas.

De acordo com a mãe, os problemas começaram a se intensificar ao longo deste ano, quando ela passou a ser chamada com frequência pela equipe da unidade para buscar o filho antes do horário regular. Ela afirma que a criança voltou para casa, em algumas ocasiões, com marcas de mordidas e que, posteriormente, passou a ser apontada pela escola como tendo comportamento agressivo.

Camila diz que procurou esclarecimentos junto à equipe pedagógica, mas afirma não ter recebido registros ou documentos que comprovassem as situações relatadas pela instituição.

A mãe também afirma que, após divulgar o caso nas redes sociais, passou a receber relatos de outras famílias, além de fotos e vídeos enviados por pessoas ligadas à unidade. Segundo ela, as denúncias envolveriam alimentação, acompanhamento dos alunos, descanso das crianças, falta de fardamento, número de profissionais por turma e atendimento a crianças atípicas.

“Se fosse apenas o relato de uma mãe, seria uma situação isolada. Mas são várias pessoas trazendo informações”, afirmou Camila.

O caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar e, segundo a mãe, também chegou ao Ministério Público de Pernambuco.

Em nota, a Secretaria de Educação do Recife informou que não recebeu manifestação formal antes da divulgação do caso nas redes sociais. A pasta afirmou, porém, que as denúncias apresentadas foram apuradas e não foram confirmadas.

A secretaria disse ainda que mantém acompanhamento permanente da unidade, com monitoramento contínuo e suporte técnico para garantir a qualidade do atendimento prestado às crianças.

A Seduc também informou que, em 2024, foi instaurado um procedimento administrativo para apurar denúncias relacionadas à estrutura, alimentação, higiene, segurança e educação inclusiva da creche. Segundo a pasta, após diligências, as situações apontadas foram regularizadas, e o Ministério Público solicitou o arquivamento do caso.

A defesa da gestora da unidade, Jaciara Vieira Gomes de Melo, também contestou as acusações. O advogado Anatólio Pinheiro afirmou que as informações divulgadas são graves e que medidas judiciais já foram adotadas nas esferas cível e criminal.

Segundo a defesa, a gestora e os profissionais da creche estão à disposição da Justiça, do Ministério Público e do Conselho Tutelar para prestar todos os esclarecimentos necessários.

O caso segue sendo acompanhado pelos órgãos competentes. A mãe cobra respostas sobre as condições oferecidas às crianças e quais providências serão tomadas para garantir um atendimento adequado na unidade.

O QUE DIZ A PREFEITURA DO RECIFE

A Secretaria de Educação do Recife informou que não houve procura formal antes da divulgação do caso nas redes sociais. A pasta afirmou que as denúncias apresentadas foram apuradas e não tiveram confirmação.

Ainda segundo a Seduc, a unidade segue sob acompanhamento permanente, com monitoramento contínuo e suporte técnico para assegurar a qualidade do atendimento às crianças. A secretaria também destacou que, em 2024, foi instaurado um procedimento administrativo para apurar supostas irregularidades relacionadas à higiene, alimentação, segurança e educação inclusiva. Após diligências, o Ministério Público de Pernambuco pediu o arquivamento do caso.

O QUE DIZ A DEFESA DA CRECHE

A defesa da gestora da creche, Jaciara Vieira Gomes de Melo, também negou as acusações. O advogado Anatólio Pinheiro afirmou que as denúncias são graves e que medidas judiciais já foram adotadas nas esferas cível e criminal.

Segundo a defesa, houve decisão judicial determinando a retirada de postagens e alguns processos já estão em andamento. O advogado afirmou ainda que a gestora e os profissionais da unidade estão à disposição da Justiça, do Ministério Público e do Conselho Tutelar para prestar esclarecimentos. A defesa também negou que procedam as imagens de crianças dormindo em tatames e as alegações sobre contratos irregulares na instituição.

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