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MP mira suposta rede financeira do PCC e aponta proximidade de operadores com coronéis da PM

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Operação Janus investiga grupo suspeito de lavar dinheiro para a facção criminosa em São Paulo. Promotores citam indícios de contato entre operadores financeiros do PCC e coronéis que ocuparam cargos importantes na Polícia Militar.

O Ministério Público de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (21), a Operação Janus, contra um grupo suspeito de operar uma rede financeira clandestina para lavar dinheiro ligado ao PCC.

A ação é conduzida pelo Gaeco, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP-SP.

Segundo as informações divulgadas, a operação cumpre 18 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão em São Paulo.

A investigação aponta que o grupo atuava na movimentação de recursos da facção criminosa por meio de operadores financeiros. Os promotores também identificaram menções a três coronéis da Polícia Militar de São Paulo, que teriam mantido algum tipo de proximidade com integrantes ligados ao esquema.

De acordo com a apuração, há indícios de relação entre os operadores financeiros e coronéis que já comandaram estruturas importantes da PM paulista, incluindo a Rota, tropa de elite da corporação.

Um dos pontos citados pelos investigadores envolve a suposta participação em grupos de WhatsApp e mensagens que indicariam aproximação entre os investigados e os oficiais.

A expressão “pagar a polícia” aparece entre os elementos mencionados na investigação, segundo as informações reveladas. Para o Ministério Público, esses dados reforçam a necessidade de aprofundar a apuração sobre possíveis conexões entre o grupo financeiro e agentes públicos.

Até o momento, não há confirmação pública de denúncia formal contra os coronéis citados. As informações fazem parte da apuração conduzida no âmbito da Operação Janus.

O caso aumenta a preocupação das autoridades com a infiltração do crime organizado em estruturas financeiras e com a possível tentativa de aproximação da facção com agentes do Estado.

O Estadão informou que pediu manifestação da Polícia Militar de São Paulo e tenta contato com os citados. O espaço segue aberto para posicionamento das defesas.

A Operação Janus segue em andamento, e o número de presos ainda não havia sido divulgado até a última atualização.

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