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Empresário morto por engano em barbearia chegou segundos após saída do alvo, diz polícia

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Investigação aponta que Hugo Gabriel Moll foi confundido com homem ligado ao tráfico; cinco suspeitos foram presos em Ponta Grossa

A Polícia Civil concluiu que o empresário Hugo Gabriel Moll, de 38 anos, foi morto por engano dentro de uma barbearia em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. De acordo com a investigação, ele chegou ao estabelecimento cerca de dez segundos depois da saída do homem que seria o verdadeiro alvo do ataque.

As conclusões foram divulgadas nesta terça-feira, 28 de julho, após a prisão de cinco homens suspeitos de envolvimento no crime. Nenhum dos investigados teve o nome informado pelas autoridades.

Câmeras registraram chegada do empresário

O crime aconteceu no dia 19 de junho, em uma barbearia localizada na Avenida Pedro Wosgrau, no bairro Cará-Cará. Câmeras de segurança registraram a movimentação no local e ajudaram os investigadores a reconstruir a sequência dos acontecimentos.

Segundo a polícia, o verdadeiro alvo deixou a barbearia de carro e, aproximadamente dez segundos depois, Hugo chegou ao estabelecimento em uma caminhonete. Pouco tempo depois, um homem armado entrou no local efetuando disparos.

O empresário estava sendo atendido quando foi atingido e morreu no local. O barbeiro João Victor Pereira também foi baleado, permaneceu internado por mais de vinte dias e atualmente se recupera em casa.

Empresário teria sido confundido com verdadeiro alvo

O delegado Luis Gustavo Timossi afirmou que o homem procurado pelos criminosos tinha envolvimento com o tráfico de drogas. A identidade dele não foi divulgada pela Polícia Civil.

A principal linha da investigação é que Hugo foi confundido com esse homem por causa do curto intervalo entre a saída de um e a chegada do outro. A polícia também avalia que o barbeiro pode ter sido atingido em uma tentativa de impedir que testemunhas permanecessem no local.

De acordo com o delegado, o trabalho de investigação exigiu a análise de imagens de câmeras de segurança, dados do sistema viário Muralha Digital e resultados de perícias. O cruzamento dessas informações permitiu identificar os suspeitos e apontar a função de parte deles no crime.

Cinco suspeitos foram presos

Entre os presos, um homem de 34 anos foi identificado como o responsável pela organização da ação. Segundo a polícia, ele possui registros anteriores por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e lesão corporal.

Outro suspeito, de 24 anos, teria fornecido um ponto de apoio para o grupo e cedido a arma utilizada no crime. Ele tem histórico policial por homicídio, tráfico de drogas e receptação.

Um homem de 27 anos foi apontado como responsável pelo monitoramento do alvo e pela condução do veículo usado na fuga. Conforme a investigação, ele também possui anotações criminais por tráfico de drogas.

Os outros dois presos têm 25 e 19 anos. A Polícia Civil informou que existem indícios da participação deles, mas as funções ainda não foram detalhadas porque novas diligências serão realizadas.

Polícia cumpriu mandados de busca

Além das cinco prisões temporárias, os investigadores cumpriram cinco mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos. Os materiais recolhidos serão analisados e poderão ajudar na conclusão do inquérito.

A polícia ainda busca esclarecer todos os detalhes do planejamento e da execução do crime. As investigações também deverão definir a participação exata de cada integrante do grupo.

Hugo Gabriel Moll trabalhava no setor da construção civil e não tinha antecedentes criminais, segundo a polícia. Ele deixou a esposa, com quem havia se casado menos de dois meses antes, e um filho de 12 anos.


Com informações do g1

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