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Operação Sangria apura desvios na saúde de Condado

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Policiais civis durante a Operação Sangria em Condado

Polícia Civil cumpre oito mandados de busca e apreensão e investiga repasses feitos ao Instituto Reviver Brasil entre 2022 e 2024

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta terça-feira (25), a Operação Sangria para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos destinados à saúde de Condado, na Mata Norte. Os agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão, além de ordens judiciais para bloquear ativos financeiros dos investigados.

A investigação apura a possível atuação de uma organização criminosa nos crimes de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, as apurações começaram em maio de 2026 e estão sob responsabilidade da 2ª Delegacia de Combate à Corrupção (2ª DECCOR).

O foco da investigação está em um termo de cooperação entre a Prefeitura de Condado e o Instituto Reviver Brasil (IRB), organização da sociedade civil responsável por serviços na área de saúde. Entre 2022 e 2024, conforme a polícia, o instituto recebeu recursos sem que os investigadores encontrassem comprovação correspondente para parte dos serviços previstos no acordo.

Auditoria apontou pagamentos sem comprovação adequada

Uma decisão da Vara Única da Comarca de Condado informa que a prefeitura teria repassado R$ 10,64 milhões ao Instituto Reviver Brasil. Além disso, uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) apontou R$ 875,4 mil em pagamentos a empresas subcontratadas sem comprovação adequada da prestação dos serviços.

A investigação também utiliza um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Nesse contexto, os investigadores identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas e apuram se elas serviram para ocultar a origem de valores.

Além disso, a Polícia Civil investiga a suspeita de que recursos e a estrutura do instituto tenham beneficiado agentes públicos. Até o momento, a investigação não apresentou conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos envolvidos.

Vice-prefeito de Catende está entre os alvos

Vice-prefeito de Catende, Rinaldo Barros

Vice-prefeito de Catende, Rinaldo Barros, está entre os alvos da Operação Sangria – Foto: Reprodução

Entre os alvos da Operação Sangria está Rinaldo Barros (PV), atual vice-prefeito de Catende e ex-presidente do Instituto Reviver Brasil. A investigação apura a possível participação dele em crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionados aos serviços prestados em Condado.

O juiz Ícaro Nobre Fonseca, da Vara Única da Comarca de Condado, autorizou as medidas judiciais em decisão assinada em 13 de agosto. Por sua vez, a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (DINTEL), o TCE-PE e a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (RENORCRIM) apoiam a investigação.

A Operação Sangria busca, portanto, reunir novos elementos sobre a destinação dos recursos e a eventual participação dos investigados nas irregularidades. As apurações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil.


Com informações do Diário de Pernambuco

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