Conecte-se Conosco
 

Política

Jones Manoel é pressionado sobre Hamas e debate com vereador do Novo termina em confronto

Publicado

em

Pré-candidato do PSOL afirmou apoiar a resistência palestina, mas depois declarou que repudia crimes sexuais e acusou Eduardo Moura de distorcer sua posição

Um debate entre o pré-candidato a deputado federal pelo PSOL Jones Manoel e o vereador do Recife Eduardo Moura, do Novo, terminou em forte discussão após uma pergunta envolvendo o Hamas e denúncias de violência sexual atribuídas ao grupo palestino.

O confronto ocorreu durante a participação dos dois no podcast Fala Ordinário, no dia 22 de julho. A conversa, marcada por interrupções e troca de acusações, repercutiu nas redes sociais depois da circulação de trechos do programa.

Pergunta provoca discussão

Durante o debate, Eduardo Moura exibiu o depoimento de uma ex-refém israelense e perguntou se Jones Manoel apoiava estupros contra mulheres e crianças atribuídos a integrantes do Hamas.

Jones não respondeu diretamente à formulação naquele momento. O pré-candidato afirmou que apoia “todas as formas de resistência do povo palestino” e disse que não é “sommelier de resistência”.

Eduardo Moura reagiu à declaração e afirmou que Jones havia perdido a oportunidade de condenar de forma clara a violência sexual.

A discussão aumentou de tom, com interrupções, acusações e insultos entre os participantes.

Jones nega apoio a crimes sexuais

Depois da repercussão do debate, Jones Manoel voltou a se manifestar sobre o episódio.

O pré-candidato afirmou que não apoia nem tolera crimes sexuais e negou ter defendido estupros ou qualquer outra violência contra civis.

Jones também acusou Eduardo Moura de retirar sua fala de contexto para criar uma interpretação distorcida de sua posição.

Segundo ele, a defesa apresentada durante o debate estava relacionada ao direito de resistência do povo palestino e não ao apoio a crimes praticados contra mulheres, crianças ou outros civis.

Trechos repercutem nas redes sociais

Vídeos com partes do debate passaram a circular nas redes sociais e provocaram discussões sobre o conflito entre Israel e Palestina e sobre a forma como Jones respondeu ao questionamento.

Apoiadores e críticos dos dois participantes apresentaram interpretações diferentes sobre o episódio. Enquanto parte dos usuários afirmou que Jones deveria ter feito uma condenação imediata e direta, outros disseram que a pergunta foi formulada para associar o pré-candidato à defesa de crimes.

Até o momento, não há informação sobre a adoção de medidas judiciais relacionadas à discussão.

Entenda o contexto

O Hamas controla a Faixa de Gaza e é classificado como organização terrorista por países e blocos como Estados Unidos, Israel e União Europeia.

Após os ataques de 7 de outubro de 2023, integrantes do grupo foram acusados de assassinatos, sequestros e violência sexual. As denúncias passaram a ser analisadas por autoridades e organismos internacionais.

No debate, Eduardo Moura cobrou uma condenação direta às acusações de violência sexual. Jones Manoel respondeu defendendo a resistência palestina e, posteriormente, declarou que repudia crimes sexuais e qualquer violência contra civis.


Com informações do NC News

Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados

TENDÊNCIA

Copyright © 2026 | CARDINOT