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MPPE denuncia quatro por morte de menino em parque de Olinda

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Menino de 7 anos morreu após se afogar no Via Park, em Olinda, no dia 25 de julho.

Mãe da criança, dono do Via Park e duas salva-vidas foram denunciados por diferentes crimes após o afogamento de um menino de sete anos.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou quatro pessoas pela morte de um menino de sete anos após um afogamento no parque aquático Via Park, em Olinda. O caso aconteceu em 25 de julho, e a denúncia ainda depende de análise do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

O MPPE acusa a mãe da criança, Emylly Vitória de Souza Pereira, de abandono de incapaz com resultado morte. Além disso, a promotoria denunciou o proprietário do parque, Tony Hsu Chun Cki, por homicídio qualificado pela asfixia com dolo eventual. Já as salva-vidas Chaiane Kelli Gomes da Silva e Clarice Daniely Alves da Silva respondem, na acusação, por homicídio culposo por omissão imprópria. Os quatro devem responder em liberdade caso a Justiça aceite a denúncia.

MPPE aponta falhas de supervisão e segurança

Sede do Ministério Público de Pernambuco

Sede do Ministério Público de Pernambuco – Foto: Reprodução

Segundo a acusação, a criança não sabia nadar e tinha medo de ambientes aquáticos. Ainda assim, o MPPE afirma que a mãe permitiu que o menino permanecesse na piscina infantil sem boia ou outro equipamento de flutuação.

De acordo com a promotoria, Emylly deixou o local por aproximadamente seis minutos para ir ao banheiro. Nesse intervalo, a criança teria permanecido sem acompanhamento direto e acabou se afogando.

O Ministério Público sustenta que essa ausência colocou o menino em uma situação de risco concreto. A defesa da mãe não havia se manifestado até a publicação das informações utilizadas como base para esta matéria.

O MPPE também atribui responsabilidade criminal ao dono do Via Park. Segundo a denúncia, o estabelecimento funcionava sem projeto aprovado de segurança contra incêndio e pânico, sem alvará municipal e sem autorização do Corpo de Bombeiros.

Além disso, a promotoria afirma que a piscina infantil apresentava uma mudança brusca de profundidade sem sinalização adequada. O documento também relata que outra pessoa sofreu um quase afogamento na mesma piscina, por volta das 9h55 daquele dia.

Mesmo após o episódio, de acordo com o MPPE, o parque continuou aberto. Nesse contexto, a acusação sustenta que o proprietário assumiu o risco ao manter o funcionamento do estabelecimento sem estrutura médica, ambulatório ou equipamentos considerados essenciais para suporte à vida.

A defesa de Tony Hsu Chun Cki contestou a denúncia e afirmou que considera a acusação inconsistente. Além disso, declarou que o empresário colaborou com as autoridades e adotou medidas para prestar assistência à família da criança.

Salva-vidas contestam acusação

As duas salva-vidas que trabalhavam no dia do afogamento também integram a denúncia. Segundo o MPPE, elas estavam sentadas em um banco próximo à piscina, a cerca de 11 metros do ponto onde o menino se afogou.

A acusação afirma que as profissionais falharam na vigilância e demoraram a prestar o socorro. Conforme o documento, a criança permaneceu mais de cinco minutos debaixo d’água antes de ser retirada da piscina.

Depois disso, segundo a denúncia, as profissionais iniciaram as manobras de reanimação e levaram o menino em um veículo particular para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Tabajara, em Olinda. A unidade constatou a morte da criança.

As defesas de Chaiane e Clarice, no entanto, rejeitam a acusação. Em nota, afirmaram que as salva-vidas seguiram os protocolos de vigilância e atendimento e que pretendem demonstrar a ausência de responsabilidade criminal durante o processo.

Na época do caso, o Via Park informou que prestou os primeiros socorros e afirmou que colaborava com as investigações. O parque permanece fechado por tempo indeterminado.

A apresentação da denúncia pelo Ministério Público não representa condenação. Caberá à Justiça decidir se recebe a acusação e, posteriormente, analisar as responsabilidades atribuídas a cada investigado.


Com informações do Diário de Pernambuco

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